quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Toda censura é burra


Pois é, como havíamos comentado na última edição quem não leu perdeu. Colamos jornais em todas as salas da faculdade, e todos foram arrancados. Será que o que dissemos incomoda tanto assim? Nossa comparação dos gastos com a festa dos 50 anos da ex-fafija, os 60 mil que poderiam ter sido gastos de outra forma fizeram com que o nosso direito de liberdade de expressão fosse novamente cerceado. Os medíocres tentam esconder o que acontece de verdade na faculdade a qualquer custo.
Falando em esconder, ninguém ficou sabendo, mas haveria um concurso público para diversos cargos no Centro de Ciências Humanas de Jacarezinho (antiga Fafija). Iriam abrir vagas desde o setor administrativo até o setor de limpeza. Ninguém ficou sabendo porque não divulgaram o edital. Por que será? Como o edital não foi divulgado a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Paraná (SETI) impugnou o concurso. Quem quiser conferir se o que estamos dizendo é verdade é só visitar o site do Centro de Ciências Humanas de Jacarezinho (http://cj.uenp.edu.br/ch/index.php). Lá consta a divulgação da impugnação do concurso, mas não o edital de abertura.
Como serviço de divulgação publica o Jornal Informação está adiantando o que vai sair no edital. Confiram!

Edital 69/2009
A Diretora do Centro de Ciências Humanas de Jacarezinho no uso de suas atribuições resolve:


  1. Estão abertas as inscrições para o concurso publico do Centro de Ciências Humanas de Jacarezinho.
  2. Para participar os inscritos deverão apresentar certificado de parentesco, incluso teste de DNA;

Das vagas:
As vagas serão distribuídas da seguinte forma:
  1. Quanto maior o grau de parentesco confirmado mais próximos de minha sala trabalharão os parentes, digo, os aprovados;
  2. A vaga não preenchida por parentesco será destinada a um dos 1800 alunos do Centro de Ciências humanas.
Claro que isto é uma brincadeira (séria). Mas, fiquem espertos pois em breve deve sair o edital do concurso, e se você não for parente de alguém influente dentro da instituição provavelmente não ficará sabendo quando serão as inscrições.
Ah, já ia me esquecendo: Já que sabemos que também irão arrancar esta nova edição aproveite para ler este texto em nosso blog (http://www.informacaojornal.blogspot.com).

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Já queimaram a nova edição...

Como dissemos no final do último texto, aproveitem para ler nosso jornal antes que queimem ele também. Pois é: ontem colamos jornais em todas as salas da faculdade, hoje todas as edições desapareceram. Por que será que eles tem tanto medo de nosso pequenino jornal? Será que nossa insignificancia incomoda tanto assim ou tocamos exatamente na ferida em putrefação que tanto tentam esconder?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Queimaram tudo até a última ponta!


Olá companheiros estudantes. É com grande prazer que anunciamos nossa volta. Para quem não se lembra o jornal InFormAção circulou entre 2006 e 2008 nas faculdades de Jacarezinho. Éramos um espaço plural semanal, e sempre publicávamos as criticas que a instituição tentava esconder. Nosso ideal era mostrar que somente através de uma administração transparente, que encarasse os problemas de frente, conseguiríamos melhorar a qualidade de ensino em nossas faculdades públicas.
Pois é, falando em transparência e lembranças, não faz tanto tempo assim, um pouco antes das férias, tivemos as comemorações dos 50 anos da ex-Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Jacarezinho (ex-FAFIJA). Uma comemoração para entrar na história: Foi inaugurada uma nova ala da biblioteca e queimaram quase R$ 60.000,00.
É isso mesmo, as comemorações custaram quase R$ 60 mil, incluindo aí a queima de fogos de artifício, a apresentação pouco cultural de Jair Super Cap e os comes e bebes que nenhum aluno viu. Mas, a politicaiada ficou contente e de barriga cheia. Enquanto eles fazem a digestão vamos fazer algumas comparações:
  • - Com R$ 60 mil daria para construir uma casa com mais quatro quartos para os alunos que são obrigados a morar em Jacarezinho para concluir seu curso; Queimaram em fogos de artifício uma casa do estudante.
  • - Com R$ 60 mil daria para comprar quase mil livros (colocando em média um valor de R$ 60,00 para cada livro). Inauguraram uma biblioteca sem livros, pois queimaram mil livros.
  • - Com R$ 60 mil daria para comprar doze microscópios eletrônicos de R$ 5 mil cada; Queimaram 12 microscópios.
Claro que alguns poucos alunos se revoltaram com isso e tentaram organizar uma manifestação. Mas a queima de fogos ofuscou, e poucos perceberam o cerceamento à liberdade de expressão. A faixa com os dizeres “Parabéns FAFIJA, 50 anos de nepotismo” foi arrancada, e os alunos ameaçados. Teriam que se explicar com o reitor (acho que a época de se ter medo de diretor ficou para trás, e deixou de ter sentido desde o ensino fundamental, não?). Todos os cartazes colados também foram arrancados. Até mesmo os cartazes que tentavam conscientizar sobre o artigo 206 da Constituição Federal que fala da gratuidade de ensino nas instituições publicas de ensino(“Não pague pelo que já esta pago: Ninguém deveria ser obrigado a pagar por AACC para se formar em instituições publicas de ensino”)
Justamente para combater essa tentativa de calar a boca dos acadêmicos que, com razão, se revoltam com as injustiças é que o jornal InFormAção voltou a circular. Mas, como temos certeza que os medíocres irão se revoltar por estarmos divulgando essa noticia, aproveitem para ler antes que eles queimem também essa nossa nova edição.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Parece que ninguém percebe, ou todos aceitam calados?


Na semana em que a ex-FAFIJA (atual CCHE) completou 50 anos poucos perceberam o que na verdade havia pouco a se comemorar. A história da ex-FAFIJA é marcada por uma série de irregularidades que se ocorressem em um país sério com certeza teríamos, ao invés de uma festa, um caso de policia.
Só para citar alguns exemplos: Não é de hoje que a prática de contratarem parentes é comum na ex-FAFIJA. Cargos de confiança são sempre destinados aos parentes mais próximos da Direção. A gratuidade do ensino público sempre que possível é deixada de lado. Agora quem quer sair com um diploma da faculdade tem que pagar por AACC (O artigo 206 da constituição fala que o ensino deve ser gratuito em todas as instituições públicas de ensino).
O problema é que ninguém luta para mudar isso. Ao contrario, preferem ver o dinheiro público que poderia ser gasto em livros sendo queimado em fogos de artifício. E para se redimirem de seus pecados os funcionários e parentes confessam seus pecados nas missas católicas que são feitas dentro da instituição. Pluralidade religiosa? Só se for a religião da minha família.