O gabarito publicado em nosso blog é do vestibular do ano passado.
Em breve publicaremos o do vestibular de verão 2009
Qual não foi minha surpresa ao ver a pesquisa feita no site sobre o que gostaríamos de ver no Blog InFormação e me deparei com "Fofocas sobre a faculdade" vencendo com 33%.
Mas... vamos lá, pois como disse o "poeta": "Se é para o bem de todos e a felicidade geral da nação, diga ao povo que fofocaremos..."
No ano de 2007, a Faculdade de Filosofia, ciências e Letras de Jacarezinho – FAFIJA, recebeu do governo estadual a bagatela de R$ 2.688.420,00. E isso para: "Formar professores, para atuarem no ensino médio. Preparar o licenciando para dar continuidade em seus estudos acadêmicos, na busca de outros patamares profissionais oferecidos pelos cursos de pós-graduação; proporcionar ao licenciando uma base para que possa continuar seus estudos, tendo em vista uma formação de pesquisador. Oferecer ao acadêmico condições de torná-lo um verdadeiro instrumento de interação e base para a conquista da cidadania. Promover a integração da instituição na comunidade". E a Faculdade de Direito - FUNDINOP, para "Oferecer ao Bacharelando em Direito para todo o norte do Estado o curso de pós-graduação, de mestrado em Ciência Jurídica, aberto a ex-alunos graduados em Direito.", recebeu a módica quantia de R$ 1.254.970,00, de acordo com a Lei Orçamentária para o exercício de 2007, lei nº 15.339, de 22 de dezembro de 2006.
Os administradores dessas quantias têm até dia 30 de abril para entregarem a relação das despesas...
O que será que foi feito com esse dinheiro todo?
Sei não...
Ah,
Mas... não contem para ninguém que eu lhes disse, hein...
É segredo!
DIEGO HEBERSON (dieheralex@ig.com.br)
As provas que obrigam os alunos a decorar a matéria são as grandes responsáveis pela disseminação da cola. Ninguém tem um computador na cabeça para lembrar todas as virgulas de um texto. Portanto se o professor exige na prova um texto idêntico ao do livro (ou na FAFIJA do xerox) a única saída do aluno para não bombar na prova é a cola. A cola é também um método de estudo, quando o aluno está copiando a matéria em letrinhas miúdas o que esta fazendo na verdade é estudo. Na realidade o que os professores deveriam fazer é incitar a busca pelo conhecimento. Quando o aluno busca o conhecimento que lhe interessa dificilmente usará a cola.
Mas quando a coisa aperta, e o professor é uma anta exigente de conteúdo pré-programado a saída é usar um dos métodos que citamos abaixo.
Método 1
Xerox Reduzido: Pegue seu texto, vá a uma máquina de xerox e peça para reduzirem ao máximo possível. O grande problema dessa técnica é que você não pode ter miopia. E também só serve se você já tiver lido o texto Caso contrário você não saberá onde encontrar a resposta em um texticulo minúsculo.
Método2
Fórmulas na régua: Esta serve para a galera de matemática. Pegue uma régua de plástico transparente e escreva as formulas que vão precisar com um lápis. Caso o professor perceba que você está colando e pedir a régua é só passar o dedo por cima da régua que as formulas serão apagadas em um passe de mágica.(Como é possível que ainda existem professores que pensam que a melhor forma de se aprender matemática é decorando alguma formula? Ninguém é computador não)
Método 3
Meia-Lua: Recorte uma cartolina em formato de meia lua. Escreva o que vai precisar nessa meia-lua. Pegue uma tachinha e pregue a meia lua embaixo da carteira. Quando precisar ler o que esta na meia-lua é só roda-la e o texto aparecerá.Quando o professor chegar perto é só roda-la novamente que a cola desaparecerá embaixo da carteira.
Método 4
Seja cara-de-pau: Pegue seu caderno ou texto e procure o que precisa. Assim mesmo, na cara dura. Quando o professor perceber vai pedir para fechar o caderno ou texto. Irá falar que a prova não é com consulta. Mas aí já vai ser tarde você já terá visto o que precisava.
Ps. Faltaram alguns outros métodos de cola, como por exemplo: 1 - Fazer a cola nos braços e ir de blusa, aí é só levantar ou baixar a blusa. 2 - Fazer a cola numa pequena tira de papel, e colocar dentro de uma caneta BIC, como ela é transparente dá pra enchergar legal.

A todo o momento ouvimos falar que a bolsa despencou, que os investidores estão retirando o capital, que o risco-país subiu. Mas... até que ponto a bolsa de valor influi na vida de um nordestino? Será que quando a bolsa de valor sobe, chove no sertão do Piauí, ou da Bahia já que segundo o dirigente da Philips aqui do Brasil o Piauí não faria falta se deixasse de existir? Será que quando cai o governo inventa algum tipo de mudança maluca no curso de algum rio para atender aos interesses de grandes fazendeiros, com a desculpa de fazer o sertão virar mar?
O Brasil tem cerca de 14 milhões de pessoas que passam fome e cerca de 72 milhões de pessoas que vivem na miséria. Até que ponto a bolsa de valor faz o prato de alguma dessas pessoas se encher de comida? E até que ponto o contrário é que ocorre?
Por que estudar? Para conseguirmos um diploma, trabalhar em uma grande empresa ou passar em um concurso público, ganhar bastante dinheiro, sofrer de stress, de diabetes e morrer de infarto do miocárdio? Será mesmo esse o fim do estudo? Creio que não. Devemos estudar para obter conhecimento. Não se assustem! Foi isso mesmo que eu disse. Devemos estudar para aprender e não para conseguirmos um diploma e ganhar dinheiro.
Muitos podem pensar que uma coisa é conseqüência da outra, e de fato deveria ser. Porém, nos últimos tempos, as escolas e principalmente as faculdades deixaram de fornecer um ensino completo e passaram a focar objetivos um tanto quanto mesquinhos e burros. As escolas, por exemplo, preferem ensinar sobre a guerra de independência dos EUA a ensinar sobre a independência da América espanhola. Falam do Rei Luis XIV mais do que sobre Zumbi. Isso porque os "vestiburrares" exigem. Com isso o conhecimento, principal objetivo das escolas, passa a ser moldado por algo que não o próprio culto ao saber, mas para passar no "vestiburrar".
Da mesma forma, as faculdades têm como fim precípuo preparar os alunos para o mercado de trabalho. Não importa a formação de cidadãos. Não importa a formação de uma consciência social. Não importa a formação de pensadores, de contestadores do status quo. O que importa é a formação de profissionais capacitados para o mercado de trabalho. O que cria uma massa de bestas de cargas que apenas relincham a propaganda reproduzida pelas grandes mídia.
Devemos lutar para transformar esse sistema. Devemos lutar para que o ensino realmente ensine a sermos humanos, conscientes de nosso papel para a melhoria da nossa sociedade. Para que o ensino ensine a pensarmos. O ensino tem que ser libertador.
Nesses dias que antecedem a divulgação do resultado do vestibular uma série de dúvidas toma conta da cabeça dos vestibulandos. Uma nova cidade, um novo período, uma nova vida. Mas, como será a faculdade? Como será a cidade? Como conseguirei me manter?
A vida universitária não se restringe somente aos estudos. Se não houver uma estrutura o estudante não consegue atingir sua plena capacidade. Em Cuba, por exemplo, o estudante além de direito a moradia, alimentação e uniformes ainda recebe uma bolsa de 100 pesos. Nas grandes universidades brasileiras o movimento estudantil pressiona e faz com que a reitoria e o governo forneçam os subsídios necessários para que os estudantes possam estudar e ter uma vida digna. Restaurantes Universitários, moradia e bolsas de pesquisa são freqüentes nos lugares em que existe um movimento estudantil forte e combatente. Isto se chama política pública de permanência.
Mas e em Jacarezinho, isto existe? O estudante que vier morar em Jacarezinho já deve se preparar, pois a vida não será fácil. A começar pela busca por um emprego. Por aqui, a não ser que você seja parente de alguém importante, o emprego disponível é de estagiário, com um salário de no máximo R$200,00. Para conseguir um emprego desta forma o estudante deve requerer na secretaria da faculdade um atestado de matrícula. Normalmente costumam cobrar R$10,00 por esse documento. Mas para você, estudante bem informado leitor do InFormação, aqui vai uma dica que vai te economizar os R$10,00 (o equivalente a 3 cervejas por aqui): Não pague pelo documento, pois esta é uma prática inconstitucional. Para tanto, quando requerer o documento, diga que você não tem dinheiro para pagar. Que você está requerendo o documento para arranjar emprego, e desta forma exija falar com o diretor ou vice da faculdade. Caso digam que não será possível cite a constituição. O artigo 206 da Constituição garante a gratuidade em instituições oficiais. Já o artigo 5º, XXXIV diz que são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas, a obtenção de certidões em repartições públicas. Se nem dessa forma funcionar procure o promotor público. Explicando seu caso à direção eles irão conceder o atestado sem que você pague nada.
Em posse do atestado de matrícula procure o CIEE (Centro de Integração Empresa Escola) que fica na rua Cel. Batista e faça seu cadastro. É gratuito. Depois disso é só esperar (e para quem acredita, rezar). Para as mulheres a maior parte dos estágios é nas creches municipais. Já para os homens o negocio é mais complicado, e aí é preciso muita, mas muita sorte para conseguir um estagio. Outra forma de se manter por aqui é arranjar uma bolsa de pesquisa. Por enquanto existem poucas bolsas deste tipo. Mas quem consegue tem um salário um pouco maior (por volta de R$300,00) que dos estagiários comuns. Portanto, se você quiser viver com bolsa de pesquisa pode começar a rachar de estudar desde já.
Já moradia é mais complicado ainda. Só existe uma casa para estudantes que é do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito. A Faculdade de Filosofia não possui uma casa de estudantes (que segundo a direção da instituição se encontra em vias de projeto). A outra opção de moradia são as republicas. Reúna seus novos amigos universitários e saia atrás de uma casa. Mas, outra dificuldade vem por aí: A maior parte dos proprietários não gosta de alugar casa para estudantes. Sendo assim você já pode ir se preparando para uma casa meia boca (e ir dizendo adeus ao leitinho quente que a mamãe te levava na cama toda noite).
E já que estamos falando do leitinho quente pode ir preparando seu estomago (porque nem só de cerveja vive o homem). Por aqui não existe nenhum restaurante universitário, então quem não sabe cozinhar já pode ir pegando umas dicas com a mamãe. O melhor lugar para se comprar frutas e verduras é a Feira da Lua que acontece todas as quartas-feiras a partir das 18h ao lado da Catedral.
Bruno Aragaki eVamos lá, que vai começar a baixaria
Não deixe gozar na cara, não. Mete a boca!
Ei você, mulher de malandro, adora apanhar na cara? Adora ter um prazo para propor um requerimento e que a faculdade não respeite um para responder?
Ei você, masoquista, adora ter que pagar taxas administrativas, quando, pela lei, a faculdade deveria ser de graça?
Ei você mesmo, adora ter que repor aulas aos sábados quando o professor falta, alegando qualquer razão, ou nem isso?
Ei você, que é doutrinado pelos "senhores doutos professores" que enfiam, goela a baixo, livros pré- "indicados" e que, quando vão à biblioteca, não os encontra. É, você mesmo, não deixe gozar na cara não. Mete a boca!
Escreva! Proteste! Manifeste sua indignação!
É um direito seu e um direito da sociedade ter uma faculdade que não possua somente um nome respeitado, mas que, verdadeiramente, seja um "antro" de conhecimentos, de idéias novas, de pesquisa e discussões em prol dessa mesma sociedade e dos mais necessitados que pagam para a faculdade existir. Um "antro" freqüentado por boêmios que bebam juventude, dancem revolução social, transem idéias e, porta vozes do povo sofrido, cantem esperança.
Sem luta, nunca melhoraremos nossa faculdade, nosso país. Sem luta, nunca conquistaremos nosso direito indelével de viver e de pensar. Alguns podem até considerar, erroneamente, que a luta não admite diálogo. Porém a luta, muitas vezes, é uma etapa anterior para tornar o diálogo mais justo, elevando os dois lados a uma mesma posição, sem que ninguém tenha de olhar para cima para dialogar com o outro, sem que tenhamos um prazo para requerer e o outro lado não respeite um para a resposta, sem que tenhamos que pagar para que aconteça esse diálogo. Enfim, dizem também, que é coisa de vagabundo lutar por um ideal. Que seja então. Mas que se preparem, pois como disseram lutadores bem maiores: "Os poderosos podem destruir uma, duas ou até três rosas, mas jamais deterão a primavera." (Che Guevara)
E quem sabe um poema de Vinícius de Moraes, para distrair um pouco?
Ai, quem me dera
Ai quem me dera, terminasse a espera
E retornasse o canto simples e sem fim...
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim
Ai quem me dera percorrer estrelas
Ter nascido anjo e ver brotar a flor
Ai quem me dera uma manhã feliz
Ai quem me dera uma estação de amor
Ah! Se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais
Ai quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afins
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim
Ai quem me dera ouvir o nunca mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E finda a espera ouvir na primavera
Alguem chamar por mim...
Vinicius de Moraes
in "Poesia completa e prosa: "Cancioneiro"
Diego Alexandre é acadêmico do 3º ano da Faculdade de Direito de Jacarezinho
Língua Portuguesa e Literatura | |
01 | A |
02 | B |
03 | E |
04 | C |
05 | D |
06 | C |
07 | B |
08 | E |
09 | C |
10 | D |
11 | C |
12 | E |
Língua Estrangeira Inglês | |
13 | C |
14 | B |
15 | D |
16 | A |
17 | E |
18 | B |
Língua Estrangeira Espanhol | |
13 | C |
14 | B |
15 | D |
16 | A |
17 | E |
18 | B |
História | |
01 | C |
02 | C |
03 | C |
04 | D |
05 | B |
06 | C |
07 | E |
Geografia | |
08 | E |
09 | A |
10 | B |
11 | C |
12 | C |
13 | B |
14 | A |
Matemática | |
15 | E |
16 | C |
17 | A |
18 | A |
19 | E |
20 | B |
21 | A |
Física | |
22 | C |
23 | E |
24 | A |
25 | A |
26 | D |
27 | A |
28 | D |
Biologia | |
29 | D |
30 | E |
31 | A |
32 | E |
33 | B |
34 | C |
35 | D |
Química | |
36 | D |
37 | C |
38 | C |
39 | D |
40 | E |
41 | A |
42 | B |
O Jornal InFormAção é um veículo informativo virtual dos campus da UENP
Tentamos colocar a democratização da mídia em prática, abrindo espaço aqueles que queiram publicar seus artigos, reportagens, poesias, músicas, vídeos, imagens e tudo mais que queira transmitir alguma idéia de forma crítica, afim de formar ações transformadoras na sociedade. O InFormAção está aberto a todos que queiram participar de sua elaboração.
Contato:
newtonbenetti@hotmail.com
*Os artigos publicados não são necessariamente a opinião do Jornal.