terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Por que estudar?*

Por que estudar? Para conseguirmos um diploma, trabalhar em uma grande empresa ou passar em um concurso público, ganhar bastante dinheiro, sofrer de stress, de diabetes e morrer de infarto do miocárdio? Será mesmo esse o fim do estudo? Creio que não. Devemos estudar para obter conhecimento. Não se assustem! Foi isso mesmo que eu disse. Devemos estudar para aprender e não para conseguirmos um diploma e ganhar dinheiro.
Muitos podem pensar que uma coisa é conseqüência da outra, e de fato deveria ser. Porém, nos últimos tempos, as escolas e principalmente as faculdades deixaram de fornecer um ensino completo e passaram a focar objetivos um tanto quanto mesquinhos e burros. As escolas, por exemplo, preferem ensinar sobre a guerra de independência dos EUA a ensinar sobre a independência da América espanhola. Falam do Rei Luis XIV mais do que sobre Zumbi. Isso porque os "vestiburrares" exigem. Com isso o conhecimento, principal objetivo das escolas, passa a ser moldado por algo que não o próprio culto ao saber, mas para passar no "vestiburrar".
Da mesma forma, as faculdades têm como fim precípuo preparar os alunos para o mercado de trabalho. Não importa a formação de cidadãos. Não importa a formação de uma consciência social. Não importa a formação de pensadores, de contestadores do status quo. O que importa é a formação de profissionais capacitados para o mercado de trabalho. O que cria uma massa de bestas de cargas que apenas relincham a propaganda reproduzida pelas grandes mídia.
Devemos lutar para transformar esse sistema. Devemos lutar para que o ensino realmente ensine a sermos humanos, conscientes de nosso papel para a melhoria da nossa sociedade. Para que o ensino ensine a pensarmos. O ensino tem que ser libertador.

* Por: DIEGO HEBERSON CARDOSO ALEXANDRE (dieheralex@ig.com.br)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Guia básico para os "Bixos"


Nesses dias que antecedem a divulgação do resultado do vestibular uma série de dúvidas toma conta da cabeça dos vestibulandos. Uma nova cidade, um novo período, uma nova vida. Mas, como será a faculdade? Como será a cidade? Como conseguirei me manter?

A vida universitária não se restringe somente aos estudos. Se não houver uma estrutura o estudante não consegue atingir sua plena capacidade. Em Cuba, por exemplo, o estudante além de direito a moradia, alimentação e uniformes ainda recebe uma bolsa de 100 pesos. Nas grandes universidades brasileiras o movimento estudantil pressiona e faz com que a reitoria e o governo forneçam os subsídios necessários para que os estudantes possam estudar e ter uma vida digna. Restaurantes Universitários, moradia e bolsas de pesquisa são freqüentes nos lugares em que existe um movimento estudantil forte e combatente. Isto se chama política pública de permanência.

Mas e em Jacarezinho, isto existe? O estudante que vier morar em Jacarezinho já deve se preparar, pois a vida não será fácil. A começar pela busca por um emprego. Por aqui, a não ser que você seja parente de alguém importante, o emprego disponível é de estagiário, com um salário de no máximo R$200,00. Para conseguir um emprego desta forma o estudante deve requerer na secretaria da faculdade um atestado de matrícula. Normalmente costumam cobrar R$10,00 por esse documento. Mas para você, estudante bem informado leitor do InFormação, aqui vai uma dica que vai te economizar os R$10,00 (o equivalente a 3 cervejas por aqui): Não pague pelo documento, pois esta é uma prática inconstitucional. Para tanto, quando requerer o documento, diga que você não tem dinheiro para pagar. Que você está requerendo o documento para arranjar emprego, e desta forma exija falar com o diretor ou vice da faculdade. Caso digam que não será possível cite a constituição. O artigo 206 da Constituição garante a gratuidade em instituições oficiais. Já o artigo 5º, XXXIV diz que são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas, a obtenção de certidões em repartições públicas. Se nem dessa forma funcionar procure o promotor público. Explicando seu caso à direção eles irão conceder o atestado sem que você pague nada.

Em posse do atestado de matrícula procure o CIEE (Centro de Integração Empresa Escola) que fica na rua Cel. Batista e faça seu cadastro. É gratuito. Depois disso é só esperar (e para quem acredita, rezar). Para as mulheres a maior parte dos estágios é nas creches municipais. Já para os homens o negocio é mais complicado, e aí é preciso muita, mas muita sorte para conseguir um estagio. Outra forma de se manter por aqui é arranjar uma bolsa de pesquisa. Por enquanto existem poucas bolsas deste tipo. Mas quem consegue tem um salário um pouco maior (por volta de R$300,00) que dos estagiários comuns. Portanto, se você quiser viver com bolsa de pesquisa pode começar a rachar de estudar desde já.

Já moradia é mais complicado ainda. Só existe uma casa para estudantes que é do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito. A Faculdade de Filosofia não possui uma casa de estudantes (que segundo a direção da instituição se encontra em vias de projeto). A outra opção de moradia são as republicas. Reúna seus novos amigos universitários e saia atrás de uma casa. Mas, outra dificuldade vem por aí: A maior parte dos proprietários não gosta de alugar casa para estudantes. Sendo assim você já pode ir se preparando para uma casa meia boca (e ir dizendo adeus ao leitinho quente que a mamãe te levava na cama toda noite).

E já que estamos falando do leitinho quente pode ir preparando seu estomago (porque nem só de cerveja vive o homem). Por aqui não existe nenhum restaurante universitário, então quem não sabe cozinhar já pode ir pegando umas dicas com a mamãe. O melhor lugar para se comprar frutas e verduras é a Feira da Lua que acontece todas as quartas-feiras a partir das 18h ao lado da Catedral.

Com essas dicas você, bixo assustado que ainda não conhece a vida universitária pode ir se preparando, pois apesar de tudo serão os 4 melhores anos da sua vida. Mas, seria bem melhor se houvesse uma união para lutar pelas políticas públicas de permanência. E desta forma assegurar que não somente os que estão entrando agora, mas também os que virão depois, possam estudar e viver de forma digna. Para que depois, o que foi aprendido na Universidade possa ser devolvido à comunidade. É o retorno social, obrigação de todos aqueles felizardos que conseguiram uma das poucas vagas em universidades públicas no país.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Universidade pública faz cobrança indevida de matrícula

Bruno Aragaki e
Ana Okada, Em São Paulo


Depois do vestibular, os candidatos a uma vaga no ensino superior público brasileiro enfrentam outra barreira: a cobrança de taxas de matrícula. Em alguns casos, ela chega a R$ 180.

A Unifei (Universidade Federal de Itajubá), em Minas Gerais, é uma das instituições que exigem pagamento aos aprovados no processo seletivo. A taxa está listada entre as exigências para a matrícula, no site da universidade.
A instituição dá ainda "opções" aos candidatos: pagar R$ 180 pela matrícula ou R$ 190 -valor que embute uma taxa de filiação ao diretório acadêmico. Até as 21h desta segunda-feira (21/01), o reitor da Unifei não havia sido localizado para comentar o caso.

Na UFG (Universidade Federal de Goiás), a cobrança atinge também os veteranos. Os estudantes devem pagar, no ato da primeira matrícula e a cada ano, R$ 50. Segundo informação da secretaria de registro escolar, o pagamento é "obrigatório, a menos que o aluno entre com processo de isenção de taxas".

O caso se repete em alguns Cefets (Centros Federais de Educação Tecnológica). Em Bambuí (Minas Gerais), no último de prova do vestibular, os candidatos recebem carta que informa a obrigatoriedade do pagamento de "cotas" à cooperativa de alunos.

Além da taxa (duas parcelas de R$ 17,50), a comissão de vestibular diz que é "obrigatório o pagamento de seguro contra acidentes, que é renovado anualmente". O seguro custa R$ 45.

Para o recolhimento da taxa de matrículas, a UFVJM (Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha), em Minas Gerais, utiliza o sistema de pagamentos online do Ministério da Fazenda. O boleto da "semestralidade", de R$ 158, está registrado no portal Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal).

Contrário à Constituição

Para o jurista Ives Gandra Martins, essas instituições "não deveriam cobrar nada, em função da Constituição", que garante gratuidade no ensino público. "O candidato já deveria ter direito à vaga no momento em que foi aprovado no vestibular", diz. O Secretário de Educação Superior do MEC (Ministério da Educação), Ronaldo Mota, destacou a "gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais", prevista no artigo 206 da Constituição. Mota esclareceu que o princípio da "autonomia universitária, também estabelecido na Carta, não se sobrepõe à garantia de gratuidade do ensino público". Sobre as providências que o MEC deveria tomar em relação às cobranças indevidas, o secretário disse que "dependeria de análise". Ele não quis comentar os casos apurados pela reportagem. O MEC não soube informar o número de instituições que cobram matrículas ou semestralidades. A reportagem apurou que a prática acontece em pelo menos 12 instituições, que publicaram a cobrança de taxas nos editais ou manuais dos vestibulares de 2008. Procurada pela reportagem do UOL Educação, a Procuradoria da República, em São Paulo, informou que os procuradores responsáveis pelos temas de educação "estão em férias" e que nenhum outro poderia comentar os casos.

Fonte: http://www.educacao.uol.com.br/ultnot/2008/01/22/matricula-universidade-publica.jhtm


*Vale lembrar que todas as instituições de ensino superior públicas de Jacarezinho cobram taxas para ceder documentos. A matrícula na FAFIJA não é paga, mas a instituição não fornece um comprovante de matrícula. Quem quiser o comprovante tem que pagar R$10,00.

Participe da nossa nova enquete: Você concorda com a cobrança de taxas para retirada de documentos na Fafija?

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Participe da comunidade do Jornal InFormAção no orkut:


http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=49453454

Vamos lá, que vai começar a baixaria

Não deixe gozar na cara, não. Mete a boca!

Ei você, mulher de malandro, adora apanhar na cara? Adora ter um prazo para propor um requerimento e que a faculdade não respeite um para responder?

Ei você, masoquista, adora ter que pagar taxas administrativas, quando, pela lei, a faculdade deveria ser de graça?

Ei você mesmo, adora ter que repor aulas aos sábados quando o professor falta, alegando qualquer razão, ou nem isso?

Ei você, que é doutrinado pelos "senhores doutos professores" que enfiam, goela a baixo, livros pré- "indicados" e que, quando vão à biblioteca, não os encontra. É, você mesmo, não deixe gozar na cara não. Mete a boca!

Escreva! Proteste! Manifeste sua indignação!

É um direito seu e um direito da sociedade ter uma faculdade que não possua somente um nome respeitado, mas que, verdadeiramente, seja um "antro" de conhecimentos, de idéias novas, de pesquisa e discussões em prol dessa mesma sociedade e dos mais necessitados que pagam para a faculdade existir. Um "antro" freqüentado por boêmios que bebam juventude, dancem revolução social, transem idéias e, porta vozes do povo sofrido, cantem esperança.

Sem luta, nunca melhoraremos nossa faculdade, nosso país. Sem luta, nunca conquistaremos nosso direito indelével de viver e de pensar. Alguns podem até considerar, erroneamente, que a luta não admite diálogo. Porém a luta, muitas vezes, é uma etapa anterior para tornar o diálogo mais justo, elevando os dois lados a uma mesma posição, sem que ninguém tenha de olhar para cima para dialogar com o outro, sem que tenhamos um prazo para requerer e o outro lado não respeite um para a resposta, sem que tenhamos que pagar para que aconteça esse diálogo. Enfim, dizem também, que é coisa de vagabundo lutar por um ideal. Que seja então. Mas que se preparem, pois como disseram lutadores bem maiores: "Os poderosos podem destruir uma, duas ou até três rosas, mas jamais deterão a primavera." (Che Guevara)


E quem sabe um poema de Vinícius de Moraes, para distrair um pouco?


Ai, quem me dera

Ai quem me dera, terminasse a espera
E retornasse o canto simples e sem fim...
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim

Ai quem me dera percorrer estrelas
Ter nascido anjo e ver brotar a flor
Ai quem me dera uma manhã feliz
Ai quem me dera uma estação de amor

Ah! Se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais

Ai quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afins
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim

Ai quem me dera ouvir o nunca mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E finda a espera ouvir na primavera
Alguem chamar por mim...


Vinicius de Moraes
in "Poesia completa e prosa: "Cancioneiro"


Diego Alexandre é acadêmico do 3º ano da Faculdade de Direito de Jacarezinho
Entrevista com o coordenador geral do vestibular de verão 2008 da Faculdade de Filosofia de Jacarezinho (PR)



Em breve: entrevista com os vestibulandos

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Nomeação de professores para 2008

O Jornal InformAção recebeu hoje a lista de nomeação dos doze professores que já foram homologados no concurso.
A diretora Ilca Maria Setti almeja que os professores nomeados lecionem em fevereiro, ainda mais no curso de Filosofia que se inicia.

Nome dos professores por ordem alfabética:

Adenize Aparecida Franco
Antonio Carlos de Souza
Fernando Emmanuel Gonçalves Vieira
Francisco Carlos Fogaça
Jean Carlos Moreno
Jonis Jacks Nervis
Leno Francisco Danner
Marcio Luiz Carreri
Marcus José Takahashi Selonk
Marilucia dos Santos Domingos Striquer
Mateus Luiz Biancon
Thais Danielle Schiavão e Souza



quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Nova enquete adicionada hoje
Quantas questões você acertou no vestibular?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Gabarito Oficial do vestibular de verão 2008

Língua Portuguesa e Literatura

01

A

02

B

03

E

04

C

05

D

06

C

07

B

08

E

09

C

10

D

11

C

12

E


Língua Estrangeira

Inglês

13

C

14

B

15

D

16

A

17

E

18

B


Língua Estrangeira

Espanhol

13

C

14

B

15

D

16

A

17

E

18

B


História

01

C

02

C

03

C

04

D

05

B

06

C

07

E


Geografia

08

E

09

A

10

B

11

C

12

C

13

B

14

A


Matemática

15

E

16

C

17

A

18

A

19

E

20

B

21

A


Física

22

C

23

E

24

A

25

A

26

D

27

A

28

D


Biologia

29

D

30

E

31

A

32

E

33

B

34

C

35

D


Química

36

D

37

C

38

C

39

D

40

E

41

A

42

B