sexta-feira, 10 de setembro de 2010
No jardim da Política (Tom Zé)

Quando fizemos a gravação, na última récita do sábado, terminando a curta temporada, a cuja já havia sido extinta.
"A censura acabou!" foi uma repetida manchete na imprensa.
Restituída a liberdade de Clio, Calíope, Terpsicore, Erato e das outras todas musas filhas de Mnemosine, na fase histórica chamada de "abertura", esperava-se ver o país regurgitando arte. Foi uma decepção. Ah-pois, senhores. Aqui está este Jardim da Política, com uma leve cor de documento, a voz crua procurando o porto dos bordões lá onde se guardam as canções desprotegida em sua nudez, quase a palo seco, como lembra João Cabral.
Antes que a inteligência nacional me desinterprete, a canção Classe Operária é uma "reductio ad absurdum".
http://www.4shared.com/file/117042423/392c7fec/1998_No_Jardim_da_Poltica.html
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Liberdade de Expressão

O InFormAção teve acesso ao documento de convocação desses alunos para uma obscura reunião a ser realizada no dia 14/09/2010 as 9:30 horas.
Mas não contem para ninguém que ficaram sabendo disso, ok?
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
E FICA COMO ESTÁ
Foram de início barrados, mas guardando as faixas e cartazes de protesto e sendo contados em fila indiana os estudantes foram finalmente autorizados a entrar na reitoria da UENP. É bastante curioso utilizar o verbo “autorizar” quando me refiro à entrada em um prédio público, mas foi esse o termo escolhido pelos seguranças do local.
Já era de conhecimento amplo que estudantes estariam na reitoria durante a reunião do CUP (conselho universitário provisório) esta semana reivindicando o voto paritário para as eleições de campi e centros de estudos da UENP. Também não era desconhecido que as chances de que o voto paritário fosse implantado na UENP entre os processos eleitorais seria ínfima.
Para os alunos a real surpresa desse encontro entre estudantes e CUP foi o despreparo por parte daqueles que tão preocupados em defender suas teses e acalmar os ânimos dos discentes apresentaram grande ineficiência argumentativa.
Acredito que o uso inconseqüente e constante de falácias durante a plenária do CUP muito contribuiu para inflamar ânimos e desencadear reações mais explosivas. Os ilustres conselheiros ao se verem desconfortáveis com a presença de cerca de trinta alunos adotaram uma postura defensiva pouco eficiente. Algumas pérolas da discussão possibilitam uma análise lógica.
“As melhores universidades não têm voto paritário.” Foi um dos pontos altos da fala do atual vice-reitor Luiz Carlos Bruschi. Apelo à maioria ad populum foi o argumento que sustentou a defesa de Bruschi pelo sistema atual de cálculo de votos na nossa universidade.
O modelo empresarial das universidades que contratam executivos MBA para suas gestões é o modelo que queremos seguir? Um modelo importado de administração é o que precisamos? Penso que a discussão não é essa. Logo, apelando às maiorias temos a primeira falácia do rol.
“Nosso processo de credenciamento já passou por ameaças políticas externas.” Bruschi fez assim um apelo sentimental ad misericordiam ao tentar causar receio de que nossa universidade não seja recredenciada caso ocorram alterações no regimento eleitoral. Tentar implantar receios infundados quanto à continuidade de nossa universidade demonstra a falta de melhores argumentos do nosso estimado vice-reitor.
Conquistando logo de inicio olhares inconformados dos alunos presentes o professor do colegiado de Matemática de Jacarezinho conhecido pela alcunha de Kiko sustentou que o voto do aluno deve ter menor peso que o dos professores, pois “O aluno passa por um momento muito afoito próprio da idade”. O caro docente em sua argumentação não levou em conta que a partir dos 16 anos de idade qualquer jovem pode votar para presidente da república. Teria o professor algum problema com o corpo discente da UENP em específico? Falácia de ataque pessoal ad hominem computada contra o matemático.
A legislação seguia sendo discutida quando o professor Marcelo Alves do campus de Bandeirantes foi o provedor de uma das mais raras jóias do encontro. Categoricamente ele bradou “Eu como veterinário tenho conhecimento técnico sobre vacas, e sobre leis apenas os juristas devem opinar.” Com esse espírito talvez (tomara que) humorista o médico veterinário nos ofereceu uma conclusão irrelevante do tipo ignoratio elenchi.
O conselheiro do CUP e acadêmico Carlos Sato Netto teve sua vez na plenária quando defendeu que a importância do voto paritário não é a de equivaler a opinião daqueles que freqüentam a universidade por quatro anos contra aqueles que dedicam sua vida a ela. O objetivo dos votos com o mesmo peso entre professores, funcionários e alunos seria o de equivaler três classes que constituirão toda a existência da UENP.
Em resposta o nosso conhecido matemático desfere uma saraivada de cálculos contra Sato Netto em defesa da maioria percentual dos docentes. E encerra a artilharia concluindo “Como você não é da área de exatas você não deve ter entendido”. Esse final com ares orgulhosos redeu ao representante das ciências exatas a láurea de campeão do ataque pessoal.
A esse ponto da plenária já era possível de se ver alunos levantados e em ponto de começar uma manifestação menos discreta do que erguer os braços em oposição às propostas das quais discordavam, como estavam fazendo até então.
Ainda em justificativas defensivas Bruschi faz uma curiosa comparação “É justo ter uma orquestra sinfônica, mas ainda não temos dinheiro para contratar os músicos”. Creio que a impossibilidade de ouvir musica clássica ao vivo na universidade e a participação nas escolhas estratégicas dela tem diferentes importâncias para os alunos. O momento é de discutir legislação dessa autarquia que é a universidade e não de definir investimentos em atividades culturais. Por falsa relação de eventos falácia cum hoc ergo propter hoc adicionada à conta do vice-reitor.
Ao final da aula de falácias e depois de muitas preliminares o datashow exibiu as letras da discórdia e quando a votação consagrou a proporção atual dos pesos dos votos das três categorias dois alunos se exaltaram, acusaram membros do conselho de fascistas e foram retirados do recinto.
O atualmente reitor e bispo de Jacarezinho Dom Fernando pronunciou em tom solene que “Nesse processo tivemos que aceitar várias coisas que não concordávamos”. Infelizmente (ou não) a serenidade e passividade cristã não se propagaram pelo ambiente já incendiado pelos humores.
A muitas vezes ouvida frase “E fica como está.” dita por Bruschi que conduzia os trabalhos ressoou como o engessamento das posturas defendidas pela maioria dos conselheiros.
Na saída da sessão os alunos remanescentes, pois muitos deixaram a plenária no decorrer das ultimas votações, aplaudiram a “democracia”.
Fora do prédio um discente e o matemático quase chegaram às “vias de fato” em razão de ofensa por parte do primeiro.
Esses ocorridos que tomaram a manhã de terça-feira tornaram mais nítidos alguns quadros. A movimentação estudantil da UENP tem marcado presença, tem sido um peso na balança mesmo que esta não tenha se reclinado ainda.
As manifestações devem ser melhor organizadas, é preciso que os alunos falem a mesma língua em momentos de enfrentamento para que a causa estudantil seja propagada legitimamente como é. Ânimos mal conduzidos são desfavores à causa.
Do outro lado, docentes e dirigentes da UENP têm agora que levar em consideração que existem outras forças nesse jogo político, forças legítimas e em crescimento. Ataques pessoais figurando o manifestante como mero agitador são os maiores trunfos que podem ser dados às oposições. Em um debate democrático apelos e incongruências argumentativas devem ser evitados, quaisquer ambientes de debate sérios merecem mais que isso.
Ao final do debate o único aforismo do qual não posso discordar foi também oferecido por Luiz Carlos Bruschi. Quando argumentou sobre a razão de um mesmo candidato não poder pleitear posto de diretor de campus e de centro de estudos ele afirmou:
“Não dá para correr, assoviar e chupar cana.”
Uma metáfora muito bem utilizada, mas pelo conhecimento de Fisiologia talvez devêssemos consultar o professor médico veterinário sobre o assunto. Sobre isso ele pode opinar.
Com péssimos argumentos utilizados e algumas ofensas lançadas, os docentes saindo da reunião pela porta dos fundos e os acadêmicos pela porta da frente.
Fica a sensação de que mais está por vir.
Bruno Iauch – Centro Acadêmico de Filosofia - UENP
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Vídeos antigos
Arquivo de vídeos
Este é um vídeo que mostra o que a atual Direção do CCHE / CLCA de Jacarezinho fez com o anfiteatro da instituição
http://www.youtube.com/watch?v=7i4q3tvgDK0
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Toda censura é burra

Falando em esconder, ninguém ficou sabendo, mas haveria um concurso público para diversos cargos no Centro de Ciências Humanas de Jacarezinho (antiga Fafija). Iriam abrir vagas desde o setor administrativo até o setor de limpeza. Ninguém ficou sabendo porque não divulgaram o edital. Por que será? Como o edital não foi divulgado a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Paraná (SETI) impugnou o concurso. Quem quiser conferir se o que estamos dizendo é verdade é só visitar o site do Centro de Ciências Humanas de Jacarezinho (http://cj.uenp.edu.br/ch/index.php). Lá consta a divulgação da impugnação do concurso, mas não o edital de abertura.
Como serviço de divulgação publica o Jornal Informação está adiantando o que vai sair no edital. Confiram!
Edital 69/2009
A Diretora do Centro de Ciências Humanas de Jacarezinho no uso de suas atribuições resolve:
- Estão abertas as inscrições para o concurso publico do Centro de Ciências Humanas de Jacarezinho.
- Para participar os inscritos deverão apresentar certificado de parentesco, incluso teste de DNA;
Das vagas:
As vagas serão distribuídas da seguinte forma:
- Quanto maior o grau de parentesco confirmado mais próximos de minha sala trabalharão os parentes, digo, os aprovados;
- A vaga não preenchida por parentesco será destinada a um dos 1800 alunos do Centro de Ciências humanas.
Ah, já ia me esquecendo: Já que sabemos que também irão arrancar esta nova edição aproveite para ler este texto em nosso blog (http://www.informacaojornal.blogspot.com).
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Já queimaram a nova edição...
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Queimaram tudo até a última ponta!

Pois é, falando em transparência e lembranças, não faz tanto tempo assim, um pouco antes das férias, tivemos as comemorações dos 50 anos da ex-Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Jacarezinho (ex-FAFIJA). Uma comemoração para entrar na história: Foi inaugurada uma nova ala da biblioteca e queimaram quase R$ 60.000,00.
É isso mesmo, as comemorações custaram quase R$ 60 mil, incluindo aí a queima de fogos de artifício, a apresentação pouco cultural de Jair Super Cap e os comes e bebes que nenhum aluno viu. Mas, a politicaiada ficou contente e de barriga cheia. Enquanto eles fazem a digestão vamos fazer algumas comparações:
- - Com R$ 60 mil daria para construir uma casa com mais quatro quartos para os alunos que são obrigados a morar em Jacarezinho para concluir seu curso; Queimaram em fogos de artifício uma casa do estudante.
- - Com R$ 60 mil daria para comprar quase mil livros (colocando em média um valor de R$ 60,00 para cada livro). Inauguraram uma biblioteca sem livros, pois queimaram mil livros.
- - Com R$ 60 mil daria para comprar doze microscópios eletrônicos de R$ 5 mil cada; Queimaram 12 microscópios.
Justamente para combater essa tentativa de calar a boca dos acadêmicos que, com razão, se revoltam com as injustiças é que o jornal InFormAção voltou a circular. Mas, como temos certeza que os medíocres irão se revoltar por estarmos divulgando essa noticia, aproveitem para ler antes que eles queimem também essa nossa nova edição.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Na semana em que a ex-FAFIJA (atual CCHE) completou 50 anos poucos perceberam o que na verdade havia pouco a se comemorar. A história da ex-FAFIJA é marcada por uma série de irregularidades que se ocorressem em um país sério com certeza teríamos, ao invés de uma festa, um caso de policia.
Só para citar alguns exemplos: Não é de hoje que a prática de contratarem parentes é comum na ex-FAFIJA. Cargos de confiança são sempre destinados aos parentes mais próximos da Direção. A gratuidade do ensino público sempre que possível é deixada de lado. Agora quem quer sair com um diploma da faculdade tem que pagar por AACC (O artigo 206 da constituição fala que o ensino deve ser gratuito em todas as instituições públicas de ensino).
O problema é que ninguém luta para mudar isso. Ao contrario, preferem ver o dinheiro público que poderia ser gasto em livros sendo queimado em fogos de artifício. E para se redimirem de seus pecados os funcionários e parentes confessam seus pecados nas missas católicas que são feitas dentro da instituição. Pluralidade religiosa? Só se for a religião da minha família.
domingo, 23 de novembro de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
Qual não foi minha surpresa ao ver a pesquisa feita no site sobre o que gostaríamos de ver no Blog InFormação e me deparei com "Fofocas sobre a faculdade" vencendo com 33%.
Mas... vamos lá, pois como disse o "poeta": "Se é para o bem de todos e a felicidade geral da nação, diga ao povo que fofocaremos..."
No ano de 2007, a Faculdade de Filosofia, ciências e Letras de Jacarezinho – FAFIJA, recebeu do governo estadual a bagatela de R$ 2.688.420,00. E isso para: "Formar professores, para atuarem no ensino médio. Preparar o licenciando para dar continuidade em seus estudos acadêmicos, na busca de outros patamares profissionais oferecidos pelos cursos de pós-graduação; proporcionar ao licenciando uma base para que possa continuar seus estudos, tendo em vista uma formação de pesquisador. Oferecer ao acadêmico condições de torná-lo um verdadeiro instrumento de interação e base para a conquista da cidadania. Promover a integração da instituição na comunidade". E a Faculdade de Direito - FUNDINOP, para "Oferecer ao Bacharelando em Direito para todo o norte do Estado o curso de pós-graduação, de mestrado em Ciência Jurídica, aberto a ex-alunos graduados em Direito.", recebeu a módica quantia de R$ 1.254.970,00, de acordo com a Lei Orçamentária para o exercício de 2007, lei nº 15.339, de 22 de dezembro de 2006.
Os administradores dessas quantias têm até dia 30 de abril para entregarem a relação das despesas...
O que será que foi feito com esse dinheiro todo?
Sei não...
Ah,
Mas... não contem para ninguém que eu lhes disse, hein...
É segredo!
DIEGO HEBERSON (dieheralex@ig.com.br)
sexta-feira, 28 de março de 2008
Conclamação aos Visionários da Aurora
Vinde e olhai o feto atrofiado
Que é o meu ego
Minha liberdade sufocada
Pela estagnação, pelo egocentrismo e pelo poder
Quadro clínico indesejável
Pelo mais profano vivente
Que está vagando a esmo
Mas eis que a aurora polar ofuscada
Ainda brilha nos meus horizontes
Nas minhas frias noites obscuras
Que em claro já passei
Até a morte desejei
Mas eis que uma nova esperança, surge em mim
Uma dose de células de utopia
Um coquetel visionário
Um embrião ressecado
Que precisa se nutrir
Nutrir de ações, pois de sonhos ja cansei
Hoje cai a mascára, ostentatada pelo viver
Hoje morre o eu, de overdose de negligência
Mas eis que nasce o ser
Almejando ver o sol
O sol da liberdade, que com seus raios
Vitalizarão minha existência, já não tão banal
Ó rejeitados, ó vencidos
Ó vilões, ó doentes
Ó utópicos, ó visonários
Hoje conclamo a nossa união
Que se inicia com nossa própria revolução
Erguei vossas cabeças, baixem vossos escudos
Empunhem suas armas e planejem vossa estratégia
Pois o gigante, no seu trono ri da nossa pequeneza
Mas lembrai, da palavra de Kropotkin
"Um ato vale mais que mil panfletos", e completo
Um ato em conjunto vale muito mais
Vamos avante! Rumo a liberdade, pois a esperança, ainda
Que seja embrionária
É uma célula minuscula, mas que vai se desenvolver!
E ninguém, a não ser você, vai nutri-la!
Lutai, pois a batalha não esta perdida
Ela está apenas começando!
Filipe B. T. "Aurora"
http://visionariosdaaurora.blogspot.com/
quinta-feira, 27 de março de 2008
Carta aos Reitores das Universidades Européias
Antonin Artaud
Senhor Reitor
Na estreita cisterna que chamais "Pensamento" os raios do espirito apodrecem como montes de palhas.
Basta de jogos de palavras, de artifícios de sintaxe, de malabarismos formais; precisamos encontrar - agora - a grande Lei do coração, a Lei que não seja uma Lei, uma prisão, senão um guia para o espírito perdido em seu próprio labirinto. Além daquilo que a ciência jamais poderá alcançar, ali onde os raios da razão se quebram contra as nuvens, esse labirinto existe, núcleo para o qual convergem todas as forcas do ser, as últimas nervuras do Espírito. Nesse dédalo de muralhas movediças e sempre transladadas, fora de todas as forcas conhecidas de pensamento, nosso Espírito se agita, espreitando seus mais secretos e espontâneos movimentos, esses que tem um caráter de revelação, esse ar de vindo de outras partes, de caído do céu.
Porém a raça dos profetas está extinta. A Europa se cristaliza, se mumifica lentamente dentro das ataduras de suas fronteiras, de suas fábricas, de seus tribunais, de suas Universidades. O Espirito "gelado" range entre as lâminas minerais que o oprimem. E a culpa é de vossos sistemas embolorados, de vossa lógica de dois- e - dois - são - quatro; a culpa é vossa, Reitores, apanhados na rede de silogismos. Fabricais engenheiros, magistrados, médicos a quem escapam os verdadeiros mistérios do corpo, as leis cósmicas do ser<>
Deixa-nos, pois, Senhores<>
Nada sabeis do Espírito, ignorai suas mais ocultas e essências ramificações, essas pegadas fosseis, tão próximas de nossas próprias origens, esses rastros que às vezes logramos localizar nos jazigos mais escuros de nosso cérebro.
Em nome de vossa própria lógica, vos dizemos: a vida empesta, senhores. Contemplai por um instante vossos rostos, e considerai vossos produtos. Através das peneiras de vossos diplomas, passa uma juventude cansada, perdida. Sois a praga de um mundo, Senhores, e boa sorte para esse mundo, mas que pelo menos não se acredite à testa da humanidade.
*texto enviado por DIEGO HEBERSON dieheralex@ig.com.br
sexta-feira, 7 de março de 2008
Entrevista sobre a falta de professores
Arquivo de Podcasting do InFormAção
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Manual prático de Boicote as provas
As provas que obrigam os alunos a decorar a matéria são as grandes responsáveis pela disseminação da cola. Ninguém tem um computador na cabeça para lembrar todas as virgulas de um texto. Portanto se o professor exige na prova um texto idêntico ao do livro (ou na FAFIJA do xerox) a única saída do aluno para não bombar na prova é a cola. A cola é também um método de estudo, quando o aluno está copiando a matéria em letrinhas miúdas o que esta fazendo na verdade é estudo. Na realidade o que os professores deveriam fazer é incitar a busca pelo conhecimento. Quando o aluno busca o conhecimento que lhe interessa dificilmente usará a cola.
Mas quando a coisa aperta, e o professor é uma anta exigente de conteúdo pré-programado a saída é usar um dos métodos que citamos abaixo.
Método 1
Xerox Reduzido: Pegue seu texto, vá a uma máquina de xerox e peça para reduzirem ao máximo possível. O grande problema dessa técnica é que você não pode ter miopia. E também só serve se você já tiver lido o texto Caso contrário você não saberá onde encontrar a resposta em um texticulo minúsculo.
Método2
Fórmulas na régua: Esta serve para a galera de matemática. Pegue uma régua de plástico transparente e escreva as formulas que vão precisar com um lápis. Caso o professor perceba que você está colando e pedir a régua é só passar o dedo por cima da régua que as formulas serão apagadas em um passe de mágica.(Como é possível que ainda existem professores que pensam que a melhor forma de se aprender matemática é decorando alguma formula? Ninguém é computador não)
Método 3
Meia-Lua: Recorte uma cartolina em formato de meia lua. Escreva o que vai precisar nessa meia-lua. Pegue uma tachinha e pregue a meia lua embaixo da carteira. Quando precisar ler o que esta na meia-lua é só roda-la e o texto aparecerá.Quando o professor chegar perto é só roda-la novamente que a cola desaparecerá embaixo da carteira.
Método 4
Seja cara-de-pau: Pegue seu caderno ou texto e procure o que precisa. Assim mesmo, na cara dura. Quando o professor perceber vai pedir para fechar o caderno ou texto. Irá falar que a prova não é com consulta. Mas aí já vai ser tarde você já terá visto o que precisava.
Ps. Faltaram alguns outros métodos de cola, como por exemplo: 1 - Fazer a cola nos braços e ir de blusa, aí é só levantar ou baixar a blusa. 2 - Fazer a cola numa pequena tira de papel, e colocar dentro de uma caneta BIC, como ela é transparente dá pra enchergar legal.quinta-feira, 6 de março de 2008
Liev Tolstoi
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

sábado, 23 de fevereiro de 2008
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Universidade*
Portas, janelas e portões.
Minhas portas,minhas janelas e meus portões
E o de tantos outros.
Outros,tantos outros, com pensamentos parecidos com os meus
Nobres irmãos e irmãs que ainda quero ter o prazer
De conhecer a fundo,de me apegar profundamente.
Pelo meu bem, pelo bem de todos, pelo bem do mundo.
Universo maior que tudo e todos
Escancara portas, janelas e portões!
E como se agora eu chegasse em casa,
Tirasse os tênis e me jogasse despreocupadamente
Bem no meio do chão da sala,
Respirasse fundo e pudesse ser
Profunda energia absoluta.
Universo paralelo que abre minha mente,
Desperta meu espírito
Coloca tudo onde tudo sempre deveria estar.
Ao alcance de minhas mãos, nossas mãos
As mãos do mundo.
*Rodolfo é acadêmico do 1º ano de Letras Inglês
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

A todo o momento ouvimos falar que a bolsa despencou, que os investidores estão retirando o capital, que o risco-país subiu. Mas... até que ponto a bolsa de valor influi na vida de um nordestino? Será que quando a bolsa de valor sobe, chove no sertão do Piauí, ou da Bahia já que segundo o dirigente da Philips aqui do Brasil o Piauí não faria falta se deixasse de existir? Será que quando cai o governo inventa algum tipo de mudança maluca no curso de algum rio para atender aos interesses de grandes fazendeiros, com a desculpa de fazer o sertão virar mar?
O Brasil tem cerca de 14 milhões de pessoas que passam fome e cerca de 72 milhões de pessoas que vivem na miséria. Até que ponto a bolsa de valor faz o prato de alguma dessas pessoas se encher de comida? E até que ponto o contrário é que ocorre?
Diego Alexandre é acadêmico do 3º ano de Direito.(dieheralex@ig.com.br)
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Por que estudar? Para conseguirmos um diploma, trabalhar em uma grande empresa ou passar em um concurso público, ganhar bastante dinheiro, sofrer de stress, de diabetes e morrer de infarto do miocárdio? Será mesmo esse o fim do estudo? Creio que não. Devemos estudar para obter conhecimento. Não se assustem! Foi isso mesmo que eu disse. Devemos estudar para aprender e não para conseguirmos um diploma e ganhar dinheiro.
Muitos podem pensar que uma coisa é conseqüência da outra, e de fato deveria ser. Porém, nos últimos tempos, as escolas e principalmente as faculdades deixaram de fornecer um ensino completo e passaram a focar objetivos um tanto quanto mesquinhos e burros. As escolas, por exemplo, preferem ensinar sobre a guerra de independência dos EUA a ensinar sobre a independência da América espanhola. Falam do Rei Luis XIV mais do que sobre Zumbi. Isso porque os "vestiburrares" exigem. Com isso o conhecimento, principal objetivo das escolas, passa a ser moldado por algo que não o próprio culto ao saber, mas para passar no "vestiburrar".
Da mesma forma, as faculdades têm como fim precípuo preparar os alunos para o mercado de trabalho. Não importa a formação de cidadãos. Não importa a formação de uma consciência social. Não importa a formação de pensadores, de contestadores do status quo. O que importa é a formação de profissionais capacitados para o mercado de trabalho. O que cria uma massa de bestas de cargas que apenas relincham a propaganda reproduzida pelas grandes mídia.
Devemos lutar para transformar esse sistema. Devemos lutar para que o ensino realmente ensine a sermos humanos, conscientes de nosso papel para a melhoria da nossa sociedade. Para que o ensino ensine a pensarmos. O ensino tem que ser libertador.

