quarta-feira, 29 de agosto de 2007

A Fafija é Pública ou Privada??

Não sei se alguém percebeu, mas...

A Fafija não é uma faculdade Pública????Se ela é pública o ensino não deveria ser gratuito???E o gratuito não é só para as aulas, mas sim para as palestras, cursos, certificados e atestados que ela emite.

Mas, a realidade é outra. Além de haver vários funcionários que são parentes da direção ( o que caracteriza nepotismo) tudo é pago na Fafija. Os certificados são pagos, cursos para valer estágio (e todos são obrigados a ter uma carga mínima de estágio) e agora o pessoal que se formar em Pedagogia vai ter que pagar uma pós graduação se quiser ter habilitação em gestão escolar, educação especial e psicopedagogia. Habilitações que normalmente são feitas em cursos de graduação nas boas universidades do país.

E para onde vai esse dinheiro arrecadado em coisas que deveriam ser gratuitas? Ninguém sabe, pois a faculdade não faz prestação de contas para os alunos!!!

O que é isso??? Mercantilização da educação? Faculdade privada??

E o pior: Ninguém faz nada!!!Os alunos não estão nem aí para isso. Só querem saber de pegar seus diplomas e saírem procurando aulas para dar ou bons casamentos para arranjar.

Somos quase 2000 alunos. SE todos mostrassem quem não concordam com os absurdos que estão sendo cometidos nossa instituição iria melhorar muito.

Galera... Vamos acordar!!! Precisamos mostrar os crimes que estão sendo cometidos na nossa faculdade. Só temos a ganhar qualidade com isso!! Nosso ensino irá melhorar, os custos de se estudar na faculdade vão diminuir e as pessoas que vierem estudar depois que sairmos só tem a agradecer.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Nepotismo, uma prática Brasileira?

Nesta última semana um assunto polêmico apareceu várias vezes no noticiário regional. O atual governador do estado do Paraná, acusado de nepotismo, se defende dizendo que seus parentes são aptos a ocuparem cargos de confiança. Mas afinal, o que é o nepotismo?

Nepotismo é quando um pai deputado emprega o filho no gabinete do colega de partido. Quando um juiz nomeia esposas para cargos de confiança. Ou quando um Diretor de uma Instituição Pública de Ensino contrata filhos ao invés de realizar concurso público. Práticas como essas, bem conhecida pelos brasileiros, não se restringem à esfera pública. Nepotismo, deriva do italiano nipote e significa sobrinho.

Tal prática é considerada normal no país, mas de onde vem esse hábito de contratar parentes? O nepotismo remonta os anos da monarquia no país, onde só eram favorecidos com cargos públicos os parentes mais próximos do Rei. Segundo David Tauro, professor de Ciências Políticas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul a primeira prática de nepotismo no Brasil ocorreu quando Pero Vaz de Caminha pediu um emprego a seu genro para o rei de Portugal, Dom Manuel.

Para Vamireh Chacon, cientista político e pesquisador, o nepotismo (ou como ele chama patrimonialismo familista) é uma das principais (senão a principal) causas da baixa produtividade. Ainda segundo Chacon o nepotismo é característico das sociedades e economias pré-capitalistas, em que o público e o privado não se separaram. O “familismo” como cabide de empregos é arcaico, anacrônico, antieconômico, improdutivo, um peso negativo no desenvolvimento. É possível sentir esses males a partir dos serviços mal prestados pelo Estado ou pelas instituições afetadas por esse mal. O grande problema é que os brasileiros se adaptaram ao nepotismo o tornando natural. A solução apontada por David Tauro seria a democratização, que acarretaria numa distribuição, uma “alta rotatividade” do poder, em conjunto com a educação que propicia “capacidade de discernir, direito de dividir o poder e a obrigação de se formar cidadão.

Porém, e quando o nepotismo ocorre em uma instituição de ensino? Aí o problema é maior, pois se o nepotismo é um problema educacional as instituições de ensino deveriam ser as primeiras a abolirem essa prática monárquica.

O primeiro passo para solucionar esse problema deve partir da conscientização das pessoas, questionando se a prática existe nas esferas de poder mais próximas a elas. Quantos parentes do prefeito de sua cidade trabalham na prefeitura? Sabe o número de sobrinhos e primos da diretora da faculdade que trabalham na instituição de ensino em que estudam?

O segundo passo seria a denúncia ao ministério público para que sejam tomadas as medidas necessárias. Mas, é bom esclarecer: não são todos os estados e municípios que possuem leis antinepotismo, desta forma o nepotismo é muito mais uma questão de ética. Pessoas éticas não costumam contratar parentes.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Estudante é derrubado pela polícia em manifestação contra a ditadura no Rio de Janeiro - 1968
Nesta época os estudantes que protestavam eram considerados "Terroristas", hoje, na era da "democracia" os estudantes que protestam são considerados "baderneiros"

Foto de Evandro Teixeira

sábado, 18 de agosto de 2007

As faculdades que compõem a UENP receberam uma verba adicional do governo estadual. Educação Física recebeu aproximadamente R$150 mil e já se prontificou a construir um restaurante universitário para seus estudantes.
A FAFIJA recebeu a mesma verba. Mas para onde vai esse dinheiro? Será que a direção fará prestação de contas dessa verba? construirá uma casa para os estudantes quem são obrigados a morar em Jacarezinho? Ou a verba irá simplesmente sumir em compra de vasos e cercas para que ninguem de fora possa entrar na faculdade?

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

A ditadura não acabou e nem se disfarça

Na última quarta-feira, 15 de agosto aconteceu na Faculdade Estadual de Filosofia Ciências e Letras de Jacarezinho (FAFIJA) uma manifestação contra propostas do regimento geral da UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná) que regridem aos anos do golpe militar, transferindo ao reitor a aprovação da representação discente nos Órgãos Colegiados e Comissões da Universidade. O regimento geral além de arcaico é vago como, por exemplo, o regime disciplinar que visa manter os bons costumes. O que será considerado um atentado a moral e os bons costumes?

Ao corpo discente e docente serão aplicadas penas disciplinares, pela chefia de departamento, diretor e reitor. Vale ressaltar que será também punido aquele que ofender autoridades. Seria uma ofensa cobrar prestação de contas que a instituição não faz? E denunciar o nepotismo seria ofensa a grande família FAFIJA?

Será proibido pelo regimento fazer manifestações e propagandas de caráter político, partidário ou racial. Quem tem boa memória deve recordar-se da visita do governador em exercício Hermas Brandão para a criação da UENP, que foi um festival de “santinhos”. Ser época eleitoral foi mera coincidência.

A partir da década de 60 estudantes foram perseguidos, torturados e mortos outros precisaram se exilar para que pudessem escolher seus representantes. É inacreditável que em 2007 a ditadura já não precise mais se mascarar como democracia e, leis ditatórias e absurdas são elaboradas pelos diretores e comissão das faculdades que integram a UENP ferindo a autonomia estudantil e o direito garantido pela constituição federal de liberdade de expressão.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Imposição ditatorial na criação da UENP

Projeto de regimento interno prevê que reitor será o responsável pela escolha de representantes do movimento estudantil

Nos dias atuais é comum ouvirmos estudantes que fazem parte do movimento estudantil dizendo que gostariam de ter vivido durante a ditadura militar, pois naquela época havia pelo que lutar. Talvez por ingenuidade, ou por falta de informação, não percebam que o tempo passou, mas as desigualdades e injustiças não.

Tomemos, por exemplo, a questão da autonomia estudantil. Uma das maiores bandeiras de luta do movimento estudantil foi para que os representantes acadêmicos (Diretórios e Centros Acadêmicos) continuassem a ser escolhidos pelos próprios discentes e não por órgãos colegiados. Os estudantes indicados pela direção das instituições de ensino não representavam os estudantes de fato, pois, por serem indicados, tinham o “rabo preso” e preferiam se aliar à direção a lutar ao lado dos estudantes.

Eram na verdade apaziguadores dos ânimos exaltados daqueles que, já naquela época, conseguiam perceber que o país e a educação brasileira não iam nada bem. Manifestações foram feitas, muitos estudantes foram presos, outros tantos morreram para que, nos dias de hoje, pudéssemos ao menos escolher nossa representação estudantil.

Mas hoje, mesmo depois dos militares terem deixado o poder, ainda existe um resquício ditatorial. Ainda existe pelo que lutar, pois na realidade nossa democracia é apenas uma máscara. Tanto que, de tempos em tempos, surgem propostas de déspotas que querem colocar rédeas no movimento estudantil. Um claro exemplo disso é a proposta de regimento interno da UENP, que delega ao reitor a função de escolher a representação estudantil da universidade, exatamente como foi a proposta dos militares para o movimento estudantil. Será que embarcamos em uma máquina do tempo sem perceber e voltamos aos anos de chumbo?

As reuniões para elaboração desse estatuto são realizadas às escondidas, sem a participação dos estudantes. A votação das propostas é feita sempre fora do horário de aulas e com pouca divulgação para que haja pouca participação estudantil. O tempo para a análise das propostas é muito curto, para que os estudantes não percebam os absurdos que estão sendo aprovados.

Aqueles que dizem não se mobilizar por que não existe mais porque lutar precisam mudar o discurso, senão seremos engolidos por um estatuto elaborado às pressas e sem nossa participação. Precisamos mostrar que este estatuto é absurdo e anacrônico. Precisamos nos mobilizar e mostrar que representação estudantil só pode ser feita por estudantes e não por burocratas e professores que não conhecem nem respeitam nossa realidade.

Companheiros de luta, devemos mostrar nossa força e dizer não ao regimento interno da UENP que, se não fizermos nada, será aprovado nesta sexta-feira dia 17 de agosto.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

terça-feira, 7 de agosto de 2007

InFormAção inaugura seu blog

Esta semana o jornal InFormAção inaugurou sua versão eletrônica no endereço http://www.informacaojornal.blogspot.com. Na era da informática quem não atualiza seus conceitos fica para traz. Desta maneira, nada melhor que disponibilizar nosso conteúdo na internet. Somos então um jornal de alcance mundial! No site além dos textos, fotos e charges também haverá vídeos, podcasting, músicas e arquivos de multimídia. Assim como no jornal impresso, o espaço também está aberto a todos que queiram publicar alguma coisa, basta entrar em contato pelo e-mail: surtussubitus@hotmail.com .

A partir da popularização da internet nos últimos cinco anos uma verdadeira revolução nos meios de comunicação se colocou em prática. Os meios de comunicação que antes eram restritos as grandes corporações midiáticas hoje passam a se democratizar. Hoje os blogs se popularizaram, prefeituras fazem prestações de contas e licitações pela internet e instituições de ensino disponibilizam artigos, dissertações de acadêmicos e acervo de livros.

Mas e os web sites das faculdades que integram a UENP? No site da prefeitura de Jacarezinho (http://www.jacarezinho.com.br) existem os links para os sites de todos os campus da UENP. O InFormAção visitou os sites da FAEFIJA (Faculdade de Educação Física e Fisioterapia de Jacarezinho), FUNDINOPI (Faculdade de Direito do Norte Pioneiro), FAFIJA (Faculdade Estadual de Filosofia Ciências e Letras de Jacarezinho), FACICOP (Faculdade Estadual de Filosofia Ciências e Letras de Cornélio Procópio) e FFALM (Faculdade Luiz Meneghel) para ver como está a divulgação eletrônica das faculdades.

No site da FAEFIJA (http://www.faefija.br/) o internauta encontrará informações completas sobre os cursos de graduação (Educação Física e Fisioterapia) e pós-graduação oferecidos. Corpo docente e grade curricular, bem como editais e licitações para contratação de terceiros. Ainda no site da instituição existem as descrições de projetos de extensão. No site da FUNDINOPI (http://www.fundinop.br/) o internauta encontra o acervo de livros que a faculdade possui. A FACICOP (http://www.faficp.br/) disponibiliza resenhas, organograma administrativo e licitações. A FFALM (http://www.ffalm.edu.br/) publica editais em seu site.

Porém, e o site da FAFIJA? Quem já visitou o site da FAFIJA (http://www.fafija.br/) conhece bem as mensagens de Servidor não encontrado e falta de permissão para acessar site.

Outras falhas são encontradas como, por exemplo, a FAFIJA é o único campus da UENP que não publica corpo de docentes em seu site. E porque não publicar a prestação de contas no site?

Seria um equivoco na contratação de funcionários competentes que mantenham o site atualizado? Vale lembrar que somente apontando falhas é que serão buscadas soluções.

Mas, enquanto isso, nós do InFormAção, buscamos novas formas de comunicação com atualizações diárias e muita interatividade em nosso blog. Não deixem de conferir, comentar e enviar conteúdos.

http://www.informacaojornal.blogspot.com

domingo, 5 de agosto de 2007

Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Algumas imagens da manifestação da USP que ninguém viu pois a Globo omitiu.
Os estudantes atacaram com flores












(Jane Rose - manifestação contra a guerra do Vietnã 1968)












E com Livros











A polícia responde com socos e tiros


Apesar de talvez me acusarem de anacronismo é muito difícil não reparar nas semelhanças entre o contexto atual e os anos 60, principalmente 68. Dos levantes estudantis na França, à greve da USP a semelhança é muito grande.

Os críticos com certeza falarão da Ditadura, da Guerra fria e da consciência política daqueles que participaram das mobilizações. Dirão que tudo isso é passado, que hoje vivemos numa ”democracia”, que a guerra fria acabou e que os tempos são outros. Falarão da crise do fim das utopias que se seguiu à queda do muro de Berlim, da queda do “comunismo” após a era Mikhail Gorbachev e a Perestroika.

Porém, como não enxergar que hoje nossa democracia não é real. Que na verdade a ditadura assumiu apenas uma nova roupagem, onde na verdade o ápice da farsa se dá no momento do voto, pois o voto serve apenas para legitimar que aqueles que tiveram mais dinheiro pra investir em suas campanhas assumam o poder de comandar nossas vidas.

Como não enxergar que o estado continua sendo policial? Que nossa liberdade de expressão só é valida quando não é crítica ao sistema. As manifestações públicas contra o sistema continuam sendo reprimidas com a mesma violência que eram nos anos 60. Tanto em 68 quanto hoje as opiniões individuais podiam divergir do sistema vigente. Mas quando as pessoas mostravam sua indignação publicamente eram reprimidas. Tanto ontem como hoje a chamada “liberdade de expressão” continua restrita ao interior de nossas mentes. Se você protestar coletivamente, publicamente, com certeza será reprimido de alguma forma. Ou será taxado de louco ou então sofrerá o abuso da força policial repressora do estado. Talvez a diferença resida aí. Novas técnicas de repressão foram criadas, novas formas de silenciar o povo surgiram.

A guerra fria continua viva, onde na verdade dizer que o comunismo morreu é apenas mais uma arma do imperialismo norte americano para tentar conter a tendência esquerdista que surgiu na América Latina. A tentativa soviética barrou no centralismo do poder e no caráter nacionalista que assumiu. Desta forma o “comunismo” soviético foi apenas mais uma forma de capitalismo de estado do que uma experiência realmente revolucionária. Por outro lado a tentativa revolucionária latino americana está tentando romper as fronteiras nacionalistas baseando-se nos ideais internacionalistas bolivarianos o novo esquerdismo latino americano demonstra que aprendeu com os erros do passado e caminha para o futuro.

Pela exploração que sofreu durante mais de meio milênio, hoje a América Latina é palco do re-surgimento do ideal revolucionário, da tentativa de se acabar com o colonialismo, da busca da igualdade social a força – uma vez que os meios “democráticos se mostraram apenas mais um instrumento de dominação e reprodução do ideal “democrático” norte americano.

De Cuba à Bolívia, vivemos hoje o ressurgimento do sonho de uma América Latina livre dos interesses imperialistas. E o medo de perder suas colônias sul americanas faz com que os Estados Unidos da América façam ressuscitar a guerra fria com uma nova roupagem.

Talvez ainda nos falte a retrovisão necessária para percebermos o contexto atual. A censura midiática mascarada, a repressão policial, a guerra civil vivida hoje no país, e a guerra de informações, tudo isso estava presente durante os “anos de chumbo”.

O que precisamos é enxergar o que está acontecendo no país. Pois a partir do momento em que o contexto se torna claro é que as pessoas irão buscar as transformações que necessitamos.


sábado, 4 de agosto de 2007

O elemento unificador
Artigo*

Nossa história é marcada por mitos, heróis e personagens criados para exacerbar o patriotismo brasileiro. Quando o Brasil torna-se independente de Portugal cria-se o mito Tiradentes, um herói desenhado a partir da imagem popular de cristo. Um homem barbudo, que morre vítima da injustiça dos homens defendendo um bem maior, a liberdade brasileira. Mas, vale lembrar que Tiradentes só foi elevado à condição de herói quase cem anos após sua morte. Esse herói foi criado para que a população se identificasse com a “nova” nação que surgia, e não questionasse sua legitimidade.
De tempos em tempos nosso país, de dimensões continentais, precisa de novos heróis para a manutenção da unidade nacional. A diversidade cultural no Brasil é imensa, sendo assim, se não houvesse mitos unificadores nosso país se fragmentaria em várias pequenas nações. Hoje quem exerce essa função de mito unificador é o Pan. É a única hora em que a maior parte dos brasileiros se sente patriota. Defendem e usam as cores da bandeira, se reúnem e gritam como em uma guerra. É o momento de sentir orgulho de ser brasileiro.
Mas o orgulho e a garra terminam aí. Enquanto o Brasil joga nenhuma escola nova é construída. Nenhum hospital recebe mais verbas. Nenhuma verba adicional é enviada para a educação. Pelo contrário, as falcatruas continuam em Brasília. Os mesmos ladrões continuam roubando o dinheiro do povo e ninguém faz nada, pois todos estão felizes com mais uma vitória do Brasil.
Vitória? Acho que só teremos uma vitória de fato quando todas as injustiças acabarem, quando todos os corruptos estiverem presos e quando todos tiverem igualdade de fato. Mas enquanto houver uma copa, um jogo da seleção, ninguém pensa nisso pois estão todos muito bêbados para pensarem em alguma coisa.

*Newton Benetti é formado em História e cursa o 1º ano de Pedagogia na Fafija
De quem são os Aparelhos de “datashow”?
Artigo*

No último dia 29 de junho foi realizada uma reunião na FAFIJA, onde ficou decidido - através de uma decisão déspota - que somente os professores poderão utilizar os aparelhos de "datashow". Surge então a pergunta: De quem são estes aparelhos? Sendo a FAFIJA uma instituição de ensino superior pública sua subsistência depende dos cofres públicos, assim os recursos empregados na compra dos aparelhos de "datashow" não saíram somente do bolso dos diretores, nem dos professores, mas também do bolso dos alunos, então porque só os professores podem utilizá-los? Será que a partir de 29 de junho cada acadêmico deverá trazer de casa seu aparelho de "datashow" para apresentar trabalhos? E para que servirão os aparelhos, já que são poucos os professores que utilizam tal recurso?
Uma opção para substituir o "datashow" é o retroprojetor, só que este recurso além de ser arcaico, também é caro para os alunos - gasta-se com impressão e com papel transparência, além de não ser dinâmico.
Creio que se existir um controle eficaz - marcando quando e quem irá utilizar o "datashow" e na devolução verificar seu funcionamento - os alunos poderão usufruir deste recurso. Mas o que não pode é o aluno "pagar" pela falta de organização dos responsáveis pelos aparelhos.

*O Acadêmico não quis se identificar por medo de represálias
Fafija não faz prestação de contas

Todas as instituições públicas devem apresentar suas contas de forma clara e objetiva. As prefeituras são obrigadas a publicar em jornais de circulação regional todos seus gastos e arrecadações. As escolas públicas publicam em editais que são fixados em seus corredores até mesmo quanto é gasto em papel higiênico dentro da escola. Isto ocorre para que não haja dúvidas quanto a desvio de verbas e má administração. Qualquer cidadão tem o direito de requerer a prestação de contas de uma instituição pública.
No último dia 18 de maio os acadêmicos Náyra Heloyze e Newton Benetti protocolaram na secretaria da Fafija um pedido de prestação de contas de verbas e despesas da instituição, já que a mesma não realiza a prestação de contas nem em mural nem mesmo em jornais de circulação local. Depois de dois dias, no dia 20 de maio, receberam uma resposta, assinada pela diretora da Instituição, Ilca Maria Setti, dizendo que a prestação de contas (de acordo com o regimento interno da Fafija) só é apresentada na reunião de Congregação, e a reunião iria ocorrer no dia 29 de junho. Desta forma o protocolo de prestação de contas foi indeferido.
Porém, durante a reunião de Congregação não houve prestação de contas. Assim abre se espaço para questionamentos: Para onde está indo o dinheiro da Faculdade? Quanto a Faculdade arrecada com certificados e certidões que segundo a Constituição Federal, artigo 5º, inciso XXXIV, deveriam ser distribuídos gratuitamente?
Dentro da prestação de contas das Universidades estaduais e federais do país existe também o quadro de funcionários, onde é descrito, cargo a cargo, todos os funcionários da instituição. E na Fafija? Como é o quadro de funcionários e estagiários? Será que o nepotismo impera dentro de nossa instituição?Será que os funcionários são contratados por grau de parentesco, e não por capacidade?
Questionamentos como esses só são levantados porque não existe prestação de contas pública dentro da instituição. E geram dúvidas que não deveriam existir se houvesse transparência nas contas da Faculdade. Desta forma porque não fazer a prestação de contas e deixar tudo às claras? Será que existe alguma coisa errada com as contas da faculdade e por isso a prestação de contas não é feita?
Manifesto Antropofágico

















Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.(...)

Tupi, or not tupi that is the question.(...)
Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos. (...)
Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago. (...)
Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. Freud acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa. (...)
O que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará. (...)
Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil. (...)
Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl estudar. (...)
Queremos a Revolução Caraiba. Maior que a Revolução Francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem nós a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem. (...)
A idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls. (...)
Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei-analfabeto dissera-lhe : ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia.
Contra o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é dinâmico. O indivíduo vitima do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores. (...)
Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses. (...)
Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro. (...)
A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a maquinaria. E os transfusores de sangue. (...)
Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribuição. E um sistema social-planetário. (...)
As migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os Conservatórios e o tédio especulativo. (...)
É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci. (...)
O objetivo criado reage com os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga. Que temos nós com isso? (...)
Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud - a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama. (...)

OSWALD DE ANDRADE
Em Piratininga
Ano 374 da Deglutição do Bispo Sardinha
(Revista de Antropofagia, Ano 1, No. 1, maio de 1928.)
Guerra Civil no Rio de Janeiro se intensificará durante o Pan

No dia 13 de julho, tem início os Jogos Panamericanos 2007, no Rio de Janeiro. Um grande show midiático vem sendo armado, desde o ano passado, em torno da realização do evento, com direito a eleição do nome do mascote dos Jogos e muitos minutos diários nos telejornais mais vistos do Brasil.
Mas, ao contrário do que se quer promover, os Jogos Panamericanos não têm trazido só festa e esporte para a cidade. Os problemas que envolvem a realização do Pan são inúmeros e estão menos ligados ao atraso das obras do que à vida cotidiana dos moradores e moradoras de favelas e comunidades pobres da cidade.
A segurança tem sido o assunto mais importante, não apenas para os organizadores do evento, mas principalmente para aqueles que tem sofrido com os investimentos bilionários: os moradores/as de favelas. Desde o início do ano, as operações da Polícia Militar tem se intensificado, com o auxílio ainda da Força Nacional de Segurança, que veio especialmente para o Panamericano. Um exemplo - não o único, mas o que mais tem ocupado os noticiários - é o caso do Complexo do Alemão (veja mais I e II III), onde as aulas das escolas da região foram paralisadas e mais de 20 pessoas já morreram. Mas ao contrário do que a mídia corporativa propaga, o cerco ao local não intimida o tráfico, e "sem prisões ou apreensões de armas ou drogas, o que se conseguiu até agora foi vitimar moradores, atingidos pelas chamadas 'balas perdidas'".
Como se a situação já não fosse trágica o suficiente, durante os Jogos, o Rio de Janeiro estará sob Estado de exceção. Isso significa que nenhuma manifestação pública poderá ser feita sem o aval da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública). Além disso, agentes secretos de diversos países (incluindo a CIA, dos Estados Unidos) estarão auxiliando nesta tarefa. A própria Abin afirmou que organizadores "profissionais" de manifestações podem ser monitorados durante o tempo todo.
Estado de Guerra civil e a crise da modernidade material no Brasil

Quando se fala em modernidade no Brasil logo se imagina o impulso tecnológico. A modernidade material está, e sempre esteve, em primeiro plano. Nunca é discutida a modernidade social. Tanto que em pleno século XXI, junto com os mais modernos processos tecnológicos ainda temos um Brasil medieval. Andarilhos caminham ao lado de carros importados, e os donos desses carros preferem fechar os olhos, fingindo não ver a desigualdade social que é a principal marca de nosso país. Temos uma industria agropecuária com tecnologia de primeiro mundo, com maquinários computadorizados e guiados por satélites, mas toda a produção é voltada para a exportação. Enquanto isso, milhões de brasileiros ainda morrem de fome todos os anos.
Milhões de brasileiros ainda são obrigados, em pleno século XXI, a vagarem de um lado á outro do país, como nômades em troco de emprego, ou melhor, a troco de um prato de comida.
Os ricos se fecham em seus luxuosos condomínios, que cercados, como castelos medievais, protegem os senhores feudais da pobreza do lado de fora dos muros. Criam centros de consumo e comércio que só eles próprios podem freqüentar, com aspectos que lembram os paises ditos de primeiro mundo. Enquanto aos pobres resta somente saquear as sobras de algum galpão do CEASA incendiado em troco de restos chamuscados de comida.Cria-se cada vez mais uma sociedade baseada na discriminação, não somente racial, mas sim social.
A classe média, consumista, crê na modernidade material, e que está irá salvar suas vidas da miséria que os cerca com novas técnicas de segurança. Mas não percebe que quanto menos perspectivas de vida tiverem os pobres mais a classe média estará ameaçada.
O impacto na modernidade material é desastroso, pois apenas uma minoria da população tem condições para comprar bens materiais. O restante da população vive em um constante clima de guerra civil disfarçada de combate ao crime. Já percebemos isso em grandes cidades, onde cada vez mais as campanhas antiviolência buscam ressaltar o valor da vida humana. Porém, essas campanhas só acontecem quando as vitimas da violência fazem parte da classe média. Algumas dezenas de jovens morrem por semana vítimas da violência nas grandes cidades e não entram nos noticiários por não serem filhos de gente influente, e nem fazem parte da classe média consumista. Ou seja, este processo de violência serve para limpar a sociedade dos “marginais” da sociedade, isto é o extermínio das pessoas que não fazem parte do mercado de consumo. Este é o holocausto brasileiro.
O holocausto brasileiro é esta guerra civil disfarçada. E a guerra civil já esta acontecendo. Podemos ver o exercito nas ruas de alguns grandes centros, e o exercito só pode ser acionado em casos de segurança nacional, de invasão externa ou em casos de guerra civil. O exercito esta matando nosso próprio povo porque as pessoas não conseguem perceber que o verdadeiro inimigo não é o pobre, favelado, marginalizado, mas sim o sistema que exclui, que explora e que legitima que só uns poucos tenham o direito a vida.
Você Sabia?

Segundo a Constituição Federal de 1988, artigo 5º, Inciso XXXIV, são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas, a obtenção de certidões em repartições públicas.
Mas, o que é Público e o que é Privado no Brasil?
Uma faculdade Estadual é Pública ou é Privada?
Jacarezinho sedia 41º Congresso da União Paranaense dos Estudantes

Entre os dias 7 a 9 de junho ocorreu na cidade de Jacarezinho o 41º Congresso da União Paranaense de Estudantes (CONUPE). Cerca de 800 estudantes de todo Paraná se reuniram na cidade para eleger a nova diretoria da entidade.
O Congresso é o momento em que os estudantes têm a oportunidade de reunião para discussão de problemas na educação, para debater o movimento estudantil e propostas de transformações sociais. Mas, infelizmente não é isso que tem acontecido. O Congresso (assim como nossa democracia) é um jogo de cartas marcadas, onde ganha quem tem mais dinheiro para investir em propaganda e faz mais festas. Grande parte dos delegados que participaram do Congresso não sabiam o que estava sendo discutido. Muitos estavam só pelas festas promovidas pela União da Juventude Socialista (UJS-PCdoB).
A partidarização do movimento estudantil (a maior parte das correntes que disputavam a direção do CONUPE estavam ligadas a partidos políticos) só serve para burocratização. Ao invés de haver luta por transformações sociais, o que ocorre é uma luta pela direção da entidade. Ao invés de haver união estudantil o que acontece é uma separação de blocos. Assim como ocorre em jogos de futebol, as torcidas ficam separadas, cada qual puxando seu grito de guerra. Quando surgem as propostas de uma bancada diferente vaiam sem ao menos saber se a proposta é boa.
“Por que brigar tanto para eleger delegados, passar horas e dias viajando num ônibus desconfortável, economizar dinheiro pra pagar inscrição, senão para que os diretores da UPE (União Paranaense dos Estudantes) utilizem esse espaço para melhorar as entidades, para fazer luta, para representar, de fato, nossas idéias? De que vale ter trocentos delegados votando no CONUPE se durante a gestão da UPE esses delegados não forem militantes, não construírem as lutas em sua localidade? Como vamos implementar com a UPE as transformações que queremos se não tivermos força real na base do movimento?
Pra que serve perder finais-de-semana, noites de sono, aulas e provas para ganhar o Diretório Acadêmico senão para interferir na qualidade das aulas, garantir a pesquisa e a extensão, ampliar a Assistência Estudantil, impedir o aumento das mensalidades, trazer mais gente para o movimento, sacodir o estado das coisas, alterar a correlação de forças na sociedade?
Quantidade de voto e cargo em entidade só servem como meio e não como fim. O que serve como fim é o movimento. Só o movimento transforma, só o movimento conquista, só o movimento liberta.” Publicou a Tese “Movimento Mudança”.
Editorial da Edição 03

Esta semana vivemos um momento de crucial importância para o ensino superior no Brasil. Os decretos baixados pelo governador de São Paulo, José Serra, mostram com bastante clareza que basta baixarmos um pouco a guarda para que leis ditatoriais sejam postas em prática. A falta de autonomia é um problema que não pode, de forma alguma, afetar a universidade pública, pois é na universidade que surgem as idéias divergentes, e da divergência de idéias é que nasce o desenvolvimento. Quando todos concordam o que ocorre é estagnação.
A falta de professores agride diretamente nossa autonomia, assim como os decretos ditatoriais baixados pelo governador José Serra afetam os estudantes do Estado de São Paulo. Na verdade, ambos problemas atingem a sociedade de forma geral.
Se estes problemas afetam nossa sociedade, é nosso dever, como formadores de opinião - todo professor é um formador de opinião - lutar para que as futuras gerações não enfrentem os problemas que enfrentamos hoje.
O sistema educacional, da forma que existe hoje, é falho. A burocracia exagerada impede a autonomia necessária para o desenvolvimento que necessitamos. Desta forma precisamos de união, para lutar contra a burocratização, contra a mercantilização e contra a incompetência generalizada que existe no sistema educacional brasileiro.
Somos uma classe e precisamos de união (mesmo sem unaminidade) e de luta para transformarmos a sociedade em que vivemos numa sociedade mais justa, com real igualdade de possibilidades para todos que nela estão inseridos.

Estudantes protestam contra falta de professores

No último dia 23 vários estudantes da FAFIJA protestaram contra a falta de professores que vem ocorrendo desde o início de maio. Por volta das 19h cerca de 100 estudantes se reuniram em frente à Faculdade com faixas que questionavam o teste seletivo para contratação de professores colaboradores, a exclusão dos acadêmicos do processo de criação da universidade e apoio aos estudantes da USP e UNESP que lutam contra os decretos baixados pelo governador José Serra que tiram a autonomia das Universidades estaduais de São Paulo.
Após saírem em passeata dentro da faculdade, o vice-diretor Juarez Soares convidou os acadêmicos a se retirarem da instituição, caso contrário, seriam retirados pela polícia.
Na escadaria em frente à faculdade se deu a tão esperada declaração pública, onde Juarez explicou sobre o processo burocrático que a Faculdade precisa passar para a efetivação dos cargos. Em resposta aos estudantes, disse que as aulas seriam repostas assim que os novos professores assumissem seus cargos, e que esses cargos só deveriam ser preenchidos em agosto.
Mesmo depois de muita explicação as principais questões não foram respondidas: Quem foi o responsável pela elaboração do primeiro projeto, que foi considerado inconstitucional, por criar vinculo empregatício, já que os professores que já lecionavam não poderiam participar novamente do teste seletivo? Os elaboradores do projeto não conheciam a lei que proíbe a participação de colaboradores com mais de dois anos de cargo? Será que de dois em dois anos passaremos por isso novamente?
Editorial da Edição 02

o InFormAção surgiu da necessidade de uma postura crítica diante dos acontecimentos em nossa faculdade. No entanto existe o risco de as críticas serem recebidas não como intenção construtiva, mas sim agressiva.
Entende-se que somente a partir do momento em que os problemas se tornam conhecidos é que haverá uma busca para solucioná-los. Então, apontar erros não é necessariamente denegrir imagem, mas sim buscar melhorias. A perfeição não existe, por isso torna-se necessário um movimento constante de questionamentos, que impulsionam o desenvolvimento. Sem crítica o que se dá é a estagnação.
Passamos por um momento de extrema urgência dentro da Faculdade de Filosofia de Jacarezinho. A falta de professores afeta diretamente a qualidade de Ensino de nossa instituição. Não podemos diante disso tomar uma posição passiva. Devemos agir em prol da sociedade universitária, sem sermos taxados de agressores. Não agredimos a faculdade nem seu corpo administrativo, pelo contrário, acreditamos que seus representantes, como nós, são vítimas de um sistema arcaico e burocrático.
Falta de professores deve durar até agosto

Desde o início de maio a Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Jacarezinho está sofrendo com a falta de professores. A causa é o término do contrato (que dura um ano e pode ser renovado por mais um) de 13 colaboradores, que somavam um total de 500 horas/aula.
Mas porquê os novos professores não foram contratados a tempo de dar continuidade às aulas sem essa interrupção? Segundo Juarez Assis Soares, vice-diretor, ficaremos sem professores até pelo menos o mês de agosto.
Para re-contratar esses professores foi elaborado um projeto para abrir teste seletivo com prova didática e análise de documentos. O projeto foi feito na CEAP
(Centro de Ensino Superior do Paraná), passou pela SETI (Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) e pelo Governo Estadual. O projeto foi autorizado pelo Governo, mas considerado inconstitucional pelo Tribunal de Justiça, pois os professores que lecionaram por dois anos consecutivos não poderiam manter vínculo com o estado. Agora o teste seletivo será reaberto e os professores que tiveram o contrato encerrado não poderão participar.
Seria de se esperar que a contratação dos novos colaboradores tivesse caráter de urgência. Porém, existem prazos legais exigidos para cada etapa do processo seletivo, como período adequado de divulgação e inscrições. Dessa forma as aulas da Fafija só serão normalizadas no início de agosto.

Questões:
Quantos processos seletivos para professor colaborador já foram realizados na Fafija? Porque os responsáveis por esses processos ainda encontram dificuldades para realizá-lo com eficácia e responsabilidade? O título de universidade ameniza o fato de ficarmos três meses sem professores?
Editorial da Edição 01

Ao estudarmos movimentos sociais como, por exemplo, o movimento estudantil,devemos ter claro que encontramos movimentos de fluxo e refluxo ao longo de sua história.Mas o que poderíamos definir como fluxo e refluxo? Podemos dizer que os movimentos sociais estão inteiramente ligados com dinâmica das sociedades em que estão inseridas.Mas o que movimenta a dinâmica social? Será, que os movimentos sociais ao funcionarem por mudanças impulsionam todo o conjunto da sociedade criando assim uma dinâmica favorável às transformações? Ou será o contrário; o conjunto da sociedade pressiona os movimentos sociais a se engajarem nas lutas por transformações na sociedade? Podemos ainda pensar em uma terceira opção: os movimentos sociais estão intrinsecamente ligados ao conjunto da sociedade. Ambos se movem e se impulsionam.
Vejamos por exemplo o movimento estudantil no Brasil. Seu fluxo, ou seja, seus momentos de maior atuação convergem com os momentos de maior agitação política no Brasil. O refluxo se da nos momentos de calmaria. Mas quem impulsiona quem? Será que realmente existem momentos de calmaria, ou o que há é uma distorção da realidade para que não se perceba as contradições existentes no sistema capitalista e assim o caráter revolucionário do movimento estudantil se resume a breves períodos da história.
Sendo assim cabe aqui levantar o seguinte questionamento: Qual o meio utilizado pelos estudantes para apropriarem-se do real? O que leva o movimento estudantil a seus momentos de maior atividade são os momentos em que as contradições na sociedade estão mais presentes e visíveis. Não que em outros momentos as contradições não estejam fortemente presentes, mas, em alguns momentos as contradições do sistema capitalista estão tão presentes, ou o movimento estudantil assume uma postura perante as contradições ou então ele perde seu caráter de movimento social. Se pensarmos desse modo, durante o período de refluxo, o movimento estudantil assume uma postura meramente burocrática e de automanutenção para poder se tornar ativo durante os períodos de maior agitação política na sociedade.
Consideramos que o momento atual é um movimento de fluxo. Estamos em um período de grande importância para a história de nossa faculdade, com a criação da UENP. Mas, mesmo que não estivéssemos em um momento tão significativo, seria nossa função como movimento estudantil lutar pelas melhorias na sociedade excludente e desigual na qual estamos inseridos. Desta forma estaríamos realizando o fluxo necessário para a existência de um movimento forte, atuante e transformador. Idealizamos então este movimento, mas não há atitude geral participativa estudantil, por motivos talvez de opressão funcional já enraizado no nosso ser, no nosso cognitivo, esta opressão que difere todo um trabalho social, que rompe o elo de opressão e exploração em que vivemos.
Para romper com o círculo vicioso que o sistema capitalista cria para sua manutenção, precisamos cada vez mais de união. Se o sistema individualiza precisamos de conjunto. Se o sistema escraviza precisamos de liberdade. Se o sistema destrói precisamos construir. Necessitamos então construir, todos juntos, de mãos dadas ou não, a sociedade (Universidade) que almejamos, sem fome, sem miséria e com participação real de todos.
VII Congresso de Educação

Entre os dias 08 e 11 de maio ocorreu o VII Congresso de Educação da Faculdade de Filosofia de Jacarezinho. A abertura do congresso foi no cine teatro Iguaçu com o pedagogo César Nunes que tratou das questões da socialização da educação e da interdisciplinaridade.
Nos dias 09 e 10 aconteceram nas dependências da faculdade oficinas e mini-cursos ministrados tanto por professores como por acadêmicos da Faculdade de Filosofia.
O sistema de participação nas oficinas funcionou da mesma maneira que ocorrem as aulas em universidades com cursos opcionais, onde os próprios acadêmicos escolhem quais cursos querem freqüentar. No encerramento do congresso ocorreu uma palestra com o pedagogo Roberto Carlos Ramos, da Unicamp.
Apenas um fato manchou o brilho do congresso: Na terça-feira um grupo de acadêmicos e repórteres do jornal INFORMAÇÃO que queriam assistir a palestra de abertura do congresso foram barrados por não terem pago os R$35 de inscrição. Depois de exporem que todos têm direito de acesso a cultura (ainda mais por se tratar de um evento organizado por uma instituição pública) houve a ameaça de serem expulsos pelos seguranças do evento. Somente após grande discussão é que foi liberada a entrada dos acadêmicos.
No mais o congresso foi um grande sucesso, e exemplo de que com investimento nos acadêmicos o nível de produção cultural da faculdade só tende se elevar.



Acadêmicos são excluídos do processo de criação da Universidade

Sabemos que o momento é de felicidade. A criação da universidade do norte do Paraná realiza um sonho para a região. Porém, devemos nos manter atentos para que a criação dessa universidade ultrapasse os limites das fachadas das instituições, para que não ocorra o que aconteceu com a extinta UNESPAR, que não saiu do papel.

A criação da UENP agora abre espaço para que lutemos pela melhoria na qualidade do ensino de nossas faculdades. Sendo assim, o jornal INFORMAÇÃO propõe a mudança total das grades curriculares dos cursos de licenciatura das faculdades de Jacarezinho. Desde a fundação da FAFIJA, na década de 60, pouco mudou além de sua estrutura física de nossa faculdade. O sistema de avaliação dos alunos não passou por transformações, sendo realizado através de provas bimestrais, que a muito já foram consideradas ultrapassadas nas melhores instituições de ensino no nosso país.

Propomos então a criação de uma grade curricular semestral, com cursos opcionais (o aluno matriculado terá, por exemplo, no máximo 5 disciplinas obrigatórias e as demais deverão ser escolhidas pelo próprio acadêmico no ato da matrícula) dessa forma, abre-se espaço para a interdisciplinaridade já que, um aluno de literatura poderá se matricular em uma matéria antes restrita ao curso de história.

Entretanto, infelizmente, nós acadêmicos estamos sendo excluídos do processo de criação da Universidade. As reuniões para a definição do Plano de Político Pedagógico Institucional (PPPI) ocorreram a portas fechadas sem a participação dos acadêmicos, da mesma forma que ocorreu com o estatuto, que não contou com acadêmicos na elaboração de seu texto.

Nós acadêmicos somos os principais interessados no futuro de nossa instituição, uma vez que, seremos nós os principais afetados pelo PPPI.

A desculpa dada pelos professores envolvidos na elaboração do PPPI e do Estatuto da UENP, para que não haja participação discente na elaboração dos textos, é que somos massa transitória. Porém temos que lembrar que o contrato dos professores colaboradores dura no máximo dois anos, enquanto nós permanecemos por no mínimo 4 anos na universidade.

Companheiros, a hora é de luta para que a Universidade seja do jeito que sonhamos!