sexta-feira, 28 de março de 2008

Conclamação aos Visionários da Aurora

Ó seres subversivos do novo milênio
Vinde e olhai o feto atrofiado
Que é o meu ego
Minha liberdade sufocada
Pela estagnação, pelo egocentrismo e pelo poder
Quadro clínico indesejável
Pelo mais profano vivente
Que está vagando a esmo
Mas eis que a aurora polar ofuscada
Ainda brilha nos meus horizontes
Nas minhas frias noites obscuras
Que em claro já passei
Até a morte desejei
Mas eis que uma nova esperança, surge em mim
Uma dose de células de utopia
Um coquetel visionário
Um embrião ressecado
Que precisa se nutrir
Nutrir de ações, pois de sonhos ja cansei
Hoje cai a mascára, ostentatada pelo viver
Hoje morre o eu, de overdose de negligência
Mas eis que nasce o ser
Almejando ver o sol
O sol da liberdade, que com seus raios
Vitalizarão minha existência, já não tão banal
Ó rejeitados, ó vencidos
Ó vilões, ó doentes
Ó utópicos, ó visonários
Hoje conclamo a nossa união
Que se inicia com nossa própria revolução
Erguei vossas cabeças, baixem vossos escudos
Empunhem suas armas e planejem vossa estratégia
Pois o gigante, no seu trono ri da nossa pequeneza
Mas lembrai, da palavra de Kropotkin
"Um ato vale mais que mil panfletos", e completo
Um ato em conjunto vale muito mais
Vamos avante! Rumo a liberdade, pois a esperança, ainda
Que seja embrionária
É uma célula minuscula, mas que vai se desenvolver!
E ninguém, a não ser você, vai nutri-la!
Lutai, pois a batalha não esta perdida
Ela está apenas começando!

Filipe B. T. "Aurora"

http://visionariosdaaurora.blogspot.com/

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