domingo, 16 de setembro de 2007

Curso de Pedagogia será equivalente ao normal superior

O Curso de Pedagogia da FAFIJA, que antes oferecia habilitações para Especialista em Gestão Escolar, Planejamento de Ensino, Habilitação em Docência, Educação Infantil, Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial, Ensino Fundamental, Matérias Pedagógicas do Ensino Médio, Orientação Educacional e Supervisão Escolar, agora irá oferecer aos acadêmicos apenas Docência em Educação Infantil, Educação de Jovens e Adultos (EJA), o que caracteriza o curso como um “Normal Superior”, ou mesmo um curso de magistério. Agora quem quiser as habilitações antes oferecidas gratuitamente pelo curso de Pedagogia deverá pagar uma pós-graduação.

A decisão, seguindo a chefe de departamento, Nair Andrade de Almeida Leite, é do MEC. Mas, segundo a LDB, artigo 64, a decisão sobre quantas habilitações os cursos de Pedagogia podem oferecer fica a critério das instituições. Portanto, a decisão de diminuir as habilitações de Pedagogia cabe exclusivamente a FAFIJA, e não ao MEC. No próprio site do MEC (http://www.educacaosuperior.inep.gov.br/funcional/info_curso_new.asp?pCurso=16336&cHab=&pIES=726) consta que o curso de Pedagogia da FAFIJA oferece cinco habilitações.

Se a decisão cabe a instituição, então por que diminuir a quantidade de habilitações de Pedagogia na Fafija? Essa redução na grade curricular de Pedagogia estaria relacionada com os cursos de Gestão Escolar e Educação Especial que a instituição oferece como pós-graduação paga? Seria uma forma de privatizar o curso de Pedagogia? E para onde vai o dinheiro arrecadado na pós-graduação? Se temos uma estrutura de universidade porque não manter o curso de Pedagogia como um curso universitário e não meramente como um magistério?

Vários alunos do 1º ano de Pedagogia possuem especificado, no atestado de matrícula oferecido pela instituição, a quantidade de habilitações que o curso de Pedagogia oferece. Neste atestado constam cinco habilitações, e não somente duas como pretende a nova grade curricular.

Os acadêmicos que se sentiram lesados estão montando uma comissão para levar o caso ao Ministério Público.

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