O vestibular seria um método justo de avaliar se os candidatos estão aptos a ingressar em um curso superior?
Essa foi uma das questões dirigidas aos candidatos do Vestibular de Verão 2008, na Faculdade Estadual de Filosofia Ciências e Letras de Jacarezinho, hoje integrada a Universidade Estadual do Paraná, embora o estatuto ainda não tenha sido efetivado.
Alguns entrevistados pelo Jornal InformAção declaram que o vestibular é um método correto para avaliar conhecimentos, e assim determinar se o candidato pode realizar sua matrícula em uma universidade. Outros entrevistados discordam completamente.
Diante de tal fato percebe-se a necessidade de uma constante discussão, não só no meio acadêmico, para que o vestibular seja repensado como sistema de avaliação.
Carlos César Borges, candidato a Filosofia, concorda com Rubem Alves em que “mais justo seria sorteio”.
Herbert, um calouro de história pelo Vestibular de Inverno, acredita que uma forma interessante seria a adotada pelos norte-americanos onde “a universidade escolhe o candidato e não o candidato a universidade” através de um histórico de toda vida escolar, embora é necessário um processo.
Em 1959, antes do governo revolucionário, Cuba contava com um índice de analfabetismo de 24% da população. Em 2000, esse índice de analfabetismo era de 1,9 %.
O critério para que se tenha acesso a universidade é de que caso o aluno não seja cubano, retorne ao país de origem para colocar em prática o que aprendeu, além de dedicação total aos estudos. O ensino cubano é totalmente gratuito e cada estudante recebe uma bolsa mensal de 100 pesos (equivalente a 175 reais) para transporte e despesas fora do estabelecimento de ensino.
Em menos de 50 anos a alternativa cubana para estagnar o analfabetismo alcançou resultados extraordinários: 22%. Pedro Meluzá Lopes, Agência de Informação Nacional, afirma que se fosse destinado um por cento (1%) do que se gasta em armas, toda criança do mundo poderia receber educação.
Fica nossa proposta de reflexão...
Acadêmicos do 3º ano de Letras e Literatura
Jonatas Jorge e Náyra Heloyze de Lima Estevão
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