Jacarezinho sedia 41º Congresso da União Paranaense dos Estudantes
Entre os dias 7 a 9 de junho ocorreu na cidade de Jacarezinho o 41º Congresso da União Paranaense de Estudantes (CONUPE). Cerca de 800 estudantes de todo Paraná se reuniram na cidade para eleger a nova diretoria da entidade.
O Congresso é o momento em que os estudantes têm a oportunidade de reunião para discussão de problemas na educação, para debater o movimento estudantil e propostas de transformações sociais. Mas, infelizmente não é isso que tem acontecido. O Congresso (assim como nossa democracia) é um jogo de cartas marcadas, onde ganha quem tem mais dinheiro para investir em propaganda e faz mais festas. Grande parte dos delegados que participaram do Congresso não sabiam o que estava sendo discutido. Muitos estavam só pelas festas promovidas pela União da Juventude Socialista (UJS-PCdoB).
A partidarização do movimento estudantil (a maior parte das correntes que disputavam a direção do CONUPE estavam ligadas a partidos políticos) só serve para burocratização. Ao invés de haver luta por transformações sociais, o que ocorre é uma luta pela direção da entidade. Ao invés de haver união estudantil o que acontece é uma separação de blocos. Assim como ocorre em jogos de futebol, as torcidas ficam separadas, cada qual puxando seu grito de guerra. Quando surgem as propostas de uma bancada diferente vaiam sem ao menos saber se a proposta é boa.
“Por que brigar tanto para eleger delegados, passar horas e dias viajando num ônibus desconfortável, economizar dinheiro pra pagar inscrição, senão para que os diretores da UPE (União Paranaense dos Estudantes) utilizem esse espaço para melhorar as entidades, para fazer luta, para representar, de fato, nossas idéias? De que vale ter trocentos delegados votando no CONUPE se durante a gestão da UPE esses delegados não forem militantes, não construírem as lutas em sua localidade? Como vamos implementar com a UPE as transformações que queremos se não tivermos força real na base do movimento?
Pra que serve perder finais-de-semana, noites de sono, aulas e provas para ganhar o Diretório Acadêmico senão para interferir na qualidade das aulas, garantir a pesquisa e a extensão, ampliar a Assistência Estudantil, impedir o aumento das mensalidades, trazer mais gente para o movimento, sacodir o estado das coisas, alterar a correlação de forças na sociedade?
Quantidade de voto e cargo em entidade só servem como meio e não como fim. O que serve como fim é o movimento. Só o movimento transforma, só o movimento conquista, só o movimento liberta.” Publicou a Tese “Movimento Mudança”.
Entre os dias 7 a 9 de junho ocorreu na cidade de Jacarezinho o 41º Congresso da União Paranaense de Estudantes (CONUPE). Cerca de 800 estudantes de todo Paraná se reuniram na cidade para eleger a nova diretoria da entidade.O Congresso é o momento em que os estudantes têm a oportunidade de reunião para discussão de problemas na educação, para debater o movimento estudantil e propostas de transformações sociais. Mas, infelizmente não é isso que tem acontecido. O Congresso (assim como nossa democracia) é um jogo de cartas marcadas, onde ganha quem tem mais dinheiro para investir em propaganda e faz mais festas. Grande parte dos delegados que participaram do Congresso não sabiam o que estava sendo discutido. Muitos estavam só pelas festas promovidas pela União da Juventude Socialista (UJS-PCdoB).
A partidarização do movimento estudantil (a maior parte das correntes que disputavam a direção do CONUPE estavam ligadas a partidos políticos) só serve para burocratização. Ao invés de haver luta por transformações sociais, o que ocorre é uma luta pela direção da entidade. Ao invés de haver união estudantil o que acontece é uma separação de blocos. Assim como ocorre em jogos de futebol, as torcidas ficam separadas, cada qual puxando seu grito de guerra. Quando surgem as propostas de uma bancada diferente vaiam sem ao menos saber se a proposta é boa.
“Por que brigar tanto para eleger delegados, passar horas e dias viajando num ônibus desconfortável, economizar dinheiro pra pagar inscrição, senão para que os diretores da UPE (União Paranaense dos Estudantes) utilizem esse espaço para melhorar as entidades, para fazer luta, para representar, de fato, nossas idéias? De que vale ter trocentos delegados votando no CONUPE se durante a gestão da UPE esses delegados não forem militantes, não construírem as lutas em sua localidade? Como vamos implementar com a UPE as transformações que queremos se não tivermos força real na base do movimento?
Pra que serve perder finais-de-semana, noites de sono, aulas e provas para ganhar o Diretório Acadêmico senão para interferir na qualidade das aulas, garantir a pesquisa e a extensão, ampliar a Assistência Estudantil, impedir o aumento das mensalidades, trazer mais gente para o movimento, sacodir o estado das coisas, alterar a correlação de forças na sociedade?
Quantidade de voto e cargo em entidade só servem como meio e não como fim. O que serve como fim é o movimento. Só o movimento transforma, só o movimento conquista, só o movimento liberta.” Publicou a Tese “Movimento Mudança”.
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