Editorial da Edição 01
Ao estudarmos movimentos sociais como, por exemplo, o movimento estudantil,devemos ter claro que encontramos movimentos de fluxo e refluxo ao longo de sua história.Mas o que poderíamos definir como fluxo e refluxo? Podemos dizer que os movimentos sociais estão inteiramente ligados com dinâmica das sociedades em que estão inseridas.Mas o que movimenta a dinâmica social? Será, que os movimentos sociais ao funcionarem por mudanças impulsionam todo o conjunto da sociedade criando assim uma dinâmica favorável às transformações? Ou será o contrário; o conjunto da sociedade pressiona os movimentos sociais a se engajarem nas lutas por transformações na sociedade? Podemos ainda pensar em uma terceira opção: os movimentos sociais estão intrinsecamente ligados ao conjunto da sociedade. Ambos se movem e se impulsionam.
Vejamos por exemplo o movimento estudantil no Brasil. Seu fluxo, ou seja, seus momentos de maior atuação convergem com os momentos de maior agitação política no Brasil. O refluxo se da nos momentos de calmaria. Mas quem impulsiona quem? Será que realmente existem momentos de calmaria, ou o que há é uma distorção da realidade para que não se perceba as contradições existentes no sistema capitalista e assim o caráter revolucionário do movimento estudantil se resume a breves períodos da história.
Sendo assim cabe aqui levantar o seguinte questionamento: Qual o meio utilizado pelos estudantes para apropriarem-se do real? O que leva o movimento estudantil a seus momentos de maior atividade são os momentos em que as contradições na sociedade estão mais presentes e visíveis. Não que em outros momentos as contradições não estejam fortemente presentes, mas, em alguns momentos as contradições do sistema capitalista estão tão presentes, ou o movimento estudantil assume uma postura perante as contradições ou então ele perde seu caráter de movimento social. Se pensarmos desse modo, durante o período de refluxo, o movimento estudantil assume uma postura meramente burocrática e de automanutenção para poder se tornar ativo durante os períodos de maior agitação política na sociedade.
Consideramos que o momento atual é um movimento de fluxo. Estamos em um período de grande importância para a história de nossa faculdade, com a criação da UENP. Mas, mesmo que não estivéssemos em um momento tão significativo, seria nossa função como movimento estudantil lutar pelas melhorias na sociedade excludente e desigual na qual estamos inseridos. Desta forma estaríamos realizando o fluxo necessário para a existência de um movimento forte, atuante e transformador. Idealizamos então este movimento, mas não há atitude geral participativa estudantil, por motivos talvez de opressão funcional já enraizado no nosso ser, no nosso cognitivo, esta opressão que difere todo um trabalho social, que rompe o elo de opressão e exploração em que vivemos.
Para romper com o círculo vicioso que o sistema capitalista cria para sua manutenção, precisamos cada vez mais de união. Se o sistema individualiza precisamos de conjunto. Se o sistema escraviza precisamos de liberdade. Se o sistema destrói precisamos construir. Necessitamos então construir, todos juntos, de mãos dadas ou não, a sociedade (Universidade) que almejamos, sem fome, sem miséria e com participação real de todos.
Ao estudarmos movimentos sociais como, por exemplo, o movimento estudantil,devemos ter claro que encontramos movimentos de fluxo e refluxo ao longo de sua história.Mas o que poderíamos definir como fluxo e refluxo? Podemos dizer que os movimentos sociais estão inteiramente ligados com dinâmica das sociedades em que estão inseridas.Mas o que movimenta a dinâmica social? Será, que os movimentos sociais ao funcionarem por mudanças impulsionam todo o conjunto da sociedade criando assim uma dinâmica favorável às transformações? Ou será o contrário; o conjunto da sociedade pressiona os movimentos sociais a se engajarem nas lutas por transformações na sociedade? Podemos ainda pensar em uma terceira opção: os movimentos sociais estão intrinsecamente ligados ao conjunto da sociedade. Ambos se movem e se impulsionam.
Vejamos por exemplo o movimento estudantil no Brasil. Seu fluxo, ou seja, seus momentos de maior atuação convergem com os momentos de maior agitação política no Brasil. O refluxo se da nos momentos de calmaria. Mas quem impulsiona quem? Será que realmente existem momentos de calmaria, ou o que há é uma distorção da realidade para que não se perceba as contradições existentes no sistema capitalista e assim o caráter revolucionário do movimento estudantil se resume a breves períodos da história.
Sendo assim cabe aqui levantar o seguinte questionamento: Qual o meio utilizado pelos estudantes para apropriarem-se do real? O que leva o movimento estudantil a seus momentos de maior atividade são os momentos em que as contradições na sociedade estão mais presentes e visíveis. Não que em outros momentos as contradições não estejam fortemente presentes, mas, em alguns momentos as contradições do sistema capitalista estão tão presentes, ou o movimento estudantil assume uma postura perante as contradições ou então ele perde seu caráter de movimento social. Se pensarmos desse modo, durante o período de refluxo, o movimento estudantil assume uma postura meramente burocrática e de automanutenção para poder se tornar ativo durante os períodos de maior agitação política na sociedade.
Consideramos que o momento atual é um movimento de fluxo. Estamos em um período de grande importância para a história de nossa faculdade, com a criação da UENP. Mas, mesmo que não estivéssemos em um momento tão significativo, seria nossa função como movimento estudantil lutar pelas melhorias na sociedade excludente e desigual na qual estamos inseridos. Desta forma estaríamos realizando o fluxo necessário para a existência de um movimento forte, atuante e transformador. Idealizamos então este movimento, mas não há atitude geral participativa estudantil, por motivos talvez de opressão funcional já enraizado no nosso ser, no nosso cognitivo, esta opressão que difere todo um trabalho social, que rompe o elo de opressão e exploração em que vivemos.
Para romper com o círculo vicioso que o sistema capitalista cria para sua manutenção, precisamos cada vez mais de união. Se o sistema individualiza precisamos de conjunto. Se o sistema escraviza precisamos de liberdade. Se o sistema destrói precisamos construir. Necessitamos então construir, todos juntos, de mãos dadas ou não, a sociedade (Universidade) que almejamos, sem fome, sem miséria e com participação real de todos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário