Nesta última semana um assunto polêmico apareceu várias vezes no noticiário regional. O atual governador do estado do Paraná, acusado de nepotismo, se defende dizendo que seus parentes são aptos a ocuparem cargos de confiança. Mas afinal, o que é o nepotismo?
Nepotismo é quando um pai deputado emprega o filho no gabinete do colega de partido. Quando um juiz nomeia esposas para cargos de confiança. Ou quando um Diretor de uma Instituição Pública de Ensino contrata filhos ao invés de realizar concurso público. Práticas como essas, bem conhecida pelos brasileiros, não se restringem à esfera pública. Nepotismo, deriva do italiano nipote e significa sobrinho.
Tal prática é considerada normal no país, mas de onde vem esse hábito de contratar parentes? O nepotismo remonta os anos da monarquia no país, onde só eram favorecidos com cargos públicos os parentes mais próximos do Rei. Segundo David Tauro, professor de Ciências Políticas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul a primeira prática de nepotismo no Brasil ocorreu quando Pero Vaz de Caminha pediu um emprego a seu genro para o rei de Portugal, Dom Manuel.
Para Vamireh Chacon, cientista político e pesquisador, o nepotismo (ou como ele chama patrimonialismo familista) é uma das principais (senão a principal) causas da baixa produtividade. Ainda segundo Chacon o nepotismo é característico das sociedades e economias pré-capitalistas, em que o público e o privado não se separaram. O “familismo” como cabide de empregos é arcaico, anacrônico, antieconômico, improdutivo, um peso negativo no desenvolvimento. É possível sentir esses males a partir dos serviços mal prestados pelo Estado ou pelas instituições afetadas por esse mal. O grande problema é que os brasileiros se adaptaram ao nepotismo o tornando natural. A solução apontada por David Tauro seria a democratização, que acarretaria numa distribuição, uma “alta rotatividade” do poder, em conjunto com a educação que propicia “capacidade de discernir, direito de dividir o poder e a obrigação de se formar cidadão.
Porém, e quando o nepotismo ocorre em uma instituição de ensino? Aí o problema é maior, pois se o nepotismo é um problema educacional as instituições de ensino deveriam ser as primeiras a abolirem essa prática monárquica.
O primeiro passo para solucionar esse problema deve partir da conscientização das pessoas, questionando se a prática existe nas esferas de poder mais próximas a elas. Quantos parentes do prefeito de sua cidade trabalham na prefeitura? Sabe o número de sobrinhos e primos da diretora da faculdade que trabalham na instituição de ensino em que estudam?

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